09-04-2018 – 14:49:38
A Fundação Real Grandeza está preparando alterações no plano CD, que apesar do nome, é um plano de contribuição variável. Segundo a entidade, as alterações devem ser feitas para adequar o plano a um novo cenário, já que o plano começou a operar em 2002, quando a patrocinadora principal, Furnas, tinha uma perspectiva diferente em relação ao crescimento de número de funcionários da empresa, e consequentemente, dos participantes do plano. O presidente da Real Grandeza, Sergio Wilson Pontes, explica que entre as mudanças propostas está a continuidade da cobrança das contribuições administrativas do participante após a aposentadoria. “Na época que o plano foi criado, isso não foi incluído no regulamento, mas agora, como estamos reduzindo o número de funcionários da patrocinadora, e não há perspectiva de crescimento de participantes para compor essa massa, propusemos a cobrança dessa taxa para os assistidos”, destaca.
Outra alteração se dará na base de cálculo do benefício de risco, que segundo Pontes, chegava a pagar 75 salários em casos de invalidez ou morte do participante. “A patrocinadora não custeia isso, e fizemos um cálculo para reduzir esse valor”. O novo regulamento proposto também inclui a possibilidade de filhos menores de idade serem beneficiários do plano. Além disso, haverá a opção de resgate do percentual de contribuição da patrocinadora quando o participante se desligar do plano. “Antes, se a pessoa saísse do plano antes de se eleger ao benefício, não poderia resgatar o percentual contributivo da patrocinadora. Agora pode restaurar de 10% a 60%, dependendo do tempo de contribuição que o funcionário tiver”.
Perfil de investimento – A Fundação estuda ainda a implantação de perfis de investimento no plano, mas em um modelo de ciclo de vida, no qual o participante entra em determinado perfil conforme sua idade e tempo que falta para aposentar. “Nossa visão é que o mais adequado não seria o participante escolher o tipo de perfil que ele quer, pois isso exige educação financeira e previdenciária. Nesse modelo, o participante acaba adotando uma política muito conservadora, não tendo formação de poupança o suficiente, ou pode ser muito agressivo, e com isso ter um risco quando já estiver próximo à aposentadoria, reduzindo o saldo acumulado”, destaca Pontes.
No caso do ciclo de vida, a política de investimentos, que hoje é única para a entidade, será feita de acordo com a proximidade da aposentadoria. “Quanto mais perto da aposentadoria, menos risco o participante deve assumir sobre seus investimento. Então estudamos um modelo onde um conjunto de pessoas, por exemplo, com mais de 60 anos, terá uma política diferente”, explica o presidente da fundação, que ressalta ainda analisar se o participante poderá escolher em qual ciclo ele vai entrar.
O regulamento ainda deve passar por aprovação da patrocinadora e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), antes se ser submetida à análise da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).