30-09-2013 – 11:47:25
O presidente da Ancep (Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades de Previdência), Roque Muniz, manifestou “tristeza” com o anúncio de suspensão da participação da Funcef e da Petros na Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) porque evidencia que “falta harmonia ao sistema”.
Os fundos de pensão comunicaram na semana passada a saída de seus representantes do conselho deliberativo e das comissões técnicas da associação, decisão que vinha sendo discutida desde que uma proposta de alteração das regras para as próximas eleições da Abrapp, prevista para dezembro, foi rejeitada em assembleia realizada no dia 18 de setembro. As entidades criticam a perpetuação do domínio de um único grupo no comando da associação.
Muniz destaca que o sistema de previdência complementar enfrenta problemas de falta de fomento e sua desarticulação dificulta a busca por soluções. “Não é bom a Funcef e a Petros não estarem na Abrapp porque são associações com número significativo de participantes.”
Para o presidente da Ancep, toda situação política é complicada e pode ter faltado habilidade à associação para aproximar os fundos. “Mas acredito que a Abrapp vai buscar força no rompimento para harmonizar o sistema. Também acho que o rompimento será passageiro. Às vezes, a emoção supera a razão; depois a razão volta.”
Quanto à possibilidade de Funcef e Petros formarem uma nova associação ou grupo de trabalho para continuar atuando politicamente, Muniz é contra. “Não vejo com nos olhos divergências e segregação. Em períodos de transição eleitoral, é normal haver um clima de animosidade. Já vi isso acontecer em outras eleições, mas no fim a harmonia permaneceu. Não descarto que Funcef e Petros revejam a decisão na próxima reunião da Abrapp. A Ancep vai fazer o possível para ajudar nessa harmonização.”