21-07-2014 – 17:09:17
No primeiro semestre de 2014, os investimentos em dívida nos mercados emergentes chegaram US$ 107 bilhões, o que representa 70% do total de fluxo de investimento nos emergentes, segundo dados do Instituto de Finanças Internacionais de Washington, divulgados pela Pension and Investments (P&I). A indústria de dívidas tem mostrado fluxos positivos para os países emergentes durante 14 semanas seguidas até agora, neste ano.
Os investidores institucionais têm um papel destacado neste movimento. De acordo com a gestora de investimentos Payden & Rygel, o mercado de dívida nos emergentes era dominado por fundos de hedge e investidores de varejo, mas agora cerca de 80% dos ativos investíveis são de propriedade de instituições como fundos de pensão, fundos soberanos e seguradoras.
Segundo especialistas do mercado, a situação econômica das economias emergentes se acalmou e relação risco/retorno começa a ser positiva. A incerteza dos investidores institucionais diminuiu principalmente por conta da redução dos estímulos à economia americana por parte do Fed (Federal Reserve, banco central americano).
“Os mercados emergentes de dívida é uma das classes de ativos mais populares agora”, disse o diretor de investigação estratégica da Mercer em Bristol, na Inglaterra, Phil Edwards, à P&I. “Os investidores querem ter acesso à dinâmica de crescimento dos países emergentes, a valorização a longo prazo de suas moedas e os níveis mais baixos de dívida em relação às economias desenvolvidas”.
Os gestores visualizam maiores oportunidades em títulos de alto rendimento, que são negociadas acima de um rendimento de 6%, enquanto títulos similares nos Estados Unidos estão na média de 5%, e na zona do euro, de 4%.