18-02-2016 – 11:30:10
O Metrus, fundo de pensão dos funcionários do Metrô de São Paulo, elaborou no ano de 2015 um novo estatuto, que ainda deverá passar por aprovação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Entre as principais mudanças em relação ao estatuto vigente, elaborado em 2002, está a abertura à adesão instituidores.
O fundo de pensão atualmente tem permissão em seu estatuto para atuar como uma entidade multipatrocinada, mas tem como patrocinadores apenas o Metrô de São Paulo e o próprio Metrus, que possui cerca de 130 empregados, não conseguindo adesão de nenhuma outra patrocinadora nos últimos anos. No novo estatuto, é contemplada também a figura do instituidor. “Entendemos que é o caminho para tornar a entidade mais sustentável e viável”, declara o presidente da fundação, Rubens Scaff, que assumiu o cargo em janeiro, após a saída de Fábio Mazzeo. “Temos conversas adiantadas com outras empresas para serem patrocinadoras e também temos algumas conversas iniciadas para criar planos instituídos. Esse será um dos pontos em que nossa equipe vai centrar”, salienta Scaff.
O executivo adianta que ainda este ano deve ter pelo menos mais um patrocinador na fundação e que as conversas que estão mais próximas de terem com potenciais patrocinadoras já estão sendo adiantadas antes da aprovação do novo estatuto pela da Previc. “Tenho expectativa de que eles sejam céleres na aprovação e acredito que toda a tramitação para entrada de um novo plano pode ser realizada a tempo da Previc aprovar o estatuto”. Hoje o Metrus tem cerca de 12 mil participantes e R$ 1,8 bilhão de patrimônio.
Diretoria – O novo estatuto também contempla a formação de uma diretoria focada especificamente na área de saúde e outra para a área de investimentos. Além disso, a fundação abriu a possibilidade de contratação de profissionais de mercado para compor a diretoria, não ficando vinculados apenas a executivos com vínculo com a patrocinadora.
Rentabilidade – Sem os números fechados em relação aos resultados de 2015, Rubens Scaff adianta que a fundação encerrou o ano com rentabilidade abaixo da meta atuarial. “A rentabilidade foi ruim no ano passado, como em todo o setor. Não batemos a meta atuarial, e por conta disso 2016 vai exigir um zelo muito grande”, destaca Scaff. O presidente diz ainda que o conselho deliberativo prorrogou a aprovação da política de investimentos do ano passado, mas que haverá um foco maior em ativos de renda fixa e redução da exposição no mercado de renda variável. “Esse mês tem sido muito intenso, mas ainda estamos nos organizando, vendo a situação da entidade, e deveremos ter um cuidado muito grande”, complementa.