08-05-2017 – 14:02:40
Os gestores do fundo Verde, da asset de mesmo nome comandada por Luis Stuhlberger, avaliam, em uma perspectiva de médio prazo, que para o atual nível dos preços dos mercados, tanto no Brasil como globalmente, mais do que em qualquer momento dos últimos sete anos está sendo muito difícil achar ativos baratos para comprar. “A alternativa parece se colocar entre ativos bons que estão muito caros, ativos médios que estão caros, e ativos ruins que estão a preço justo sem margem de segurança”, diz o relatório de gestão do Verde referente ao mês de abril.
No documento os gestores do Verde escrevem também sobre o processo de negociação da reforma previdenciária e como ele estava mais complexo do que a complacência do mercado refletia. A votação da reforma no plenário da Câmara continua sendo postergada, e os especialistas da gestora enxergam risco de mais diluição à medida que os destaques testem a coesão da base parlamentar do governo. Ao longo do mês, ocorreram pequenas correções marginais em preços de ativos, mas nada ainda que reflita um prêmio de risco mais relevante, que justifique alterações significativas nas exposições do Verde, informam os gestores do fundo no relatório. Em abril o veículo registrou pequenas perdas na renda fixa, com o processo de queda do juro real sendo interrompido pela volatilidade vinda das negociações em torno da reforma da previdência.
Os profissionais escrevem ainda que o otimismo exacerbado com Brasil, e com os mercados emergentes em geral, continua permeando o universo de investidores globais e locais, o que é demonstrado pelos fluxos. “Os sinais de desaceleração econômica na China, com crédito crescendo mais lentamente e preços de commodities em queda, não parecem perturbar esse consenso”.