LUZ lança plataforma para auxiliar investidores na negociação de ...

15-09-2017 – 15:07:24

 

A LUZ Soluções Financeiras lançou durante o congresso da B3, no final de agosto, uma nova plataforma eletrônica de negociação de ativos ilíquidos de crédito privado, a Pop Trade. A plataforma, explica Edivar Queiroz, CEO da LUZ, visa tornar as operações que são feitas hoje via telefone em negociações eletrônicas. Como exemplo Queiroz cita um eventual rebaixamento de um título de crédito privado sob posse de um fundo de pensão que tenha sua carteira gerida por uma asset terceirizada. “Se o papel for rebaixado e o fundo de pensão tiver de vendê-lo, hoje o investidor precisa acreditar na palavra do gestor que de fato houve o esforço para a negociação daquele ativo. Com a plataforma essa verificação se torna eletrônica”, pondera o executivo. “Pela plataforma o gestor vai poder mostrar ao cliente que fez os melhores esforços para vender o papel na situação mais favorável possível, e hoje isso não é feito”.

Edivar explica que a plataforma tem como público alvo os fundos de pensão que fazem a gestão própria de suas carteiras e que precisam dar satisfação de suas operações aos órgãos estatutários e participantes, e também assets e outros players do mercado, como bancos e familys offices. A intenção da LUZ é alcançar até três mil clientes por meio da plataforma, mas não há um prazo para que esse número seja alcançado. Para utilizar a plataforma o cliente paga uma mensalidade de R$ 1000,00. Como a plataforma foi lançada há duas semanas ainda não há uma base de clientes que já a utiliza.

Em um ambiente de redução da taxa de juros, no qual os títulos públicos devem perder espaço na carteira das fundações, a plataforma deve contribuir para o aumento da exposição das entidades no segmento de crédito privado, prevê Queiroz. “Criamos a plataforma para dar liquidez ao mercado secundário, com o objetivo de trazer transparência e agilidade aos investidores”. O CEO da LUZ diz ainda que os usuários da plataforma conseguem se conectar a todos que a acessam, em um conceito de estrutura comunitária peer-to-peer, o que elimina os intermediários das negociações.