03-02-2016 – 17:50:08
O diretor de investimentos da Petros, Lício da Costa Raimundo, não compareceu à audiência desta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos fundos de pensão nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, para prestar depoimento. O motivo seria um pré-infarto sofrido na noite anterior. O executivo apresentou um atestado médico nesta manhã para justificar sua ausência. Ainda não foi divulgada uma nova data para o depoimento de Lício da Costa.
Também foi convocado para prestar depoimento o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que permaneceu em silêncio durante a audiência. Vaccari, que está preso em Curitiba como réu na Operação Lava Jato, conseguiu habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), o que o garantiu o direito a não responder a perguntas durante a reunião da CPI. Durante a audiência, o presidente da CPI, deputado Efraim Filho (DEM-PB), citou denúncias de que Vaccari teria exercido tráfico de influência junto aos fundos de pensão para atender a interesses político-partidários.
Ministro da Casa Civil – A convocação de Jaques Wagner para prestar depoimento na CPI será votada pelo colegiado no próximo dia 16 de fevereiro. Há suspeitas por parte dos integrantes da CPI que tanto Vaccari quanto Wagner tenham intermediado negócios entre a OAS e os fundos de pensão. Também serão analisados requerimentos para uma nova convocação dos presidentes dos fundos de pensão investigados, sendo eles Antonio Carlos Conquista, do Postalis; Carlos Alberto Caser, da Funcef; Henrique Jäger, da Petros; e Gueitiro Matsuo Genso, da Previ.
Com informações da Agência Brasil