Recurso de BNY Mellon no caso Postalis é negado pela Justiça do R...

04-09-2014  –  13:05:17

 

Após a desembargadora Geórgia de Carvalho Lima, da 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro, negar ao BNY Mellon o recurso para desbloquear seus bens, o banco se posicionou declarando que o questionamento dado no processo é infundado e que continuará tomando todas as medidas cabíveis para liberar suas contas. O processo decorre de uma perda de R$ 197,8 milhões sofrida pelo fundo de pensão dos Correios, o Postalis após o Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de Dívida Externa (Fidex), administrado pelo BNY Mellon, ter aplicado recursos em títulos ligados à dívida Argentina.

A Justiça do Rio de Janeiro já havia decretado o bloqueio do valor referente a essas perdas em agosto, mas o BNY Mellon recorreu, declarando que a decisão de investimento foi feita pelo gestor do fundo de investimento escolhido pelo Postalis e que não se responsabiliza pelas ações do fundo de pensão e de terceiros, argumento que foi refutado pela desembargadora. Além disso, há a preocupação por lado da Justiça de que o fundo de pensão esteja exposto ao risco do BNY Mellon encerrar as suas operações no Brasil.

“Qualquer questionamento relativo ao compromisso do BNY Mellon com o Brasil é completamente infundado. Nós estamos comprometidos com a excelência e continuidade na prestação de serviços com qualidade aos nossos clientes no Brasil. O BNY Mellon está presente no país há mais de 15 anos e é um respeitado membro do mercado financeiro”, disse o banco em nota.

Entenda o caso

O Postalis sofreu uma perda de R$ 197,8 milhões após o Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de Dívida Externa ter aplicado recursos em títulos ligados à dívida Argentina a revelia do Postalis, segundo a própria fundação. O mandato previa a aplicação de pelo menos 80% do valor em títulos da dívida pública externa brasileira. Além disso, o BNY Mellon DTVM iniciou uma investigação dos fatos a qual aponta que o Fidex pode ter pago valor excedente de aproximadamente US$ 79 milhões pelos títulos. O patrimônio do fundo sofreu perdas de 51,48%.

Por conta das perdas, o fundo de pensão entrou com ação contra com BNY Melon e a Justiça do Rio de Janeiro decidiu bloquear o valor referente às perdas com investimentos. Contudo, o banco alega que em 2011, a antiga gestora do Fidex, Atlântica Administração de Recursos, fez os investimentos em títulos de dívida privados, e apenas recentemente obteve conhecimento de que o valor pago pelo fundo foi superior ao devido para a aquisição dos títulos, eximindo-se, assim da responsabilidade pelas decisões de investimento que levaram às perdas do fundo.