02-02-2015 – 17:31:48
Mesmo com uma queda superior aos 4% em 2015, a ação preferencial do Itaú Unibanco foi a mais recomendada pelas corretoras e bancos de investimento para o mês de fevereiro. Sete de dez casas – BB Investimentos, Bradesco BBI, Santander, Citi Corretora, Votorantim Corretora, Banco Fator, UM Investimentos, Planner, Spinelli e Concórdia – recomendaram o papel do banco para fevereiro. Em segundo lugar, com cinco indicações, aparecem as ações da Suzano Papel e Celulose e da BB Seguridade.
“Temos uma visão positiva sobre o Itaú em função dos fortes resultados que o banco tem apresentado”, escreveram os economistas Dalton Gardimam e Carlos Firetti, do Bradesco BBI, em relatório. O Itaú divulga seus resultados do quarto trimestre e de 2014 nesta terça-feira, 3. No terceiro trimestre do ano passado, o lucro do banco aumentou em 35%, para R$ 5,4 bilhões. Os economistas do Bradesco projetam um crescimento no lucro por ação do Itaú de 27,8% em 2014, e de 7,1% em 2015. Ao longo de 2014, as ações preferenciais do Itaú tiveram valorização de 10,3% (o Ibovespa caiu 2,9% no período).
Além de uma mudança no mix da carteira promovida nos últimos três anos, os especialistas destacam ainda que o Itaú, percebendo as condições macroeconômicas menos favoráveis, reduziu sua originação de crédito. “Por conta disso, mesmo com um cenário econômico mais fraco, não esperamos uma deterioração na qualidade do crédito que impacte os resultados do Itaú”, dizem os economistas do Bradesco.
O segundo papel mais recomendado para fevereiro, da Suzano Papel e Celulose, apresenta queda de 1,6% em 2015, e apreciou 21,7% em 2014. Para os analistas da corretora do Citi, o ritmo da desalavancagem operacional da companhia deve se acelerar com o aumento de produção na planta de celulose no Maranhão. Eles lembram ainda que a desvalorização cambial é positiva para o desempenho operacional da Suzano, e que o preço da celulose próximo da mínima histórica pode favorecer uma recomposição de estoques por parte da China.
A outra ação com cinco recomendações para fevereiro, o papel da BB Seguridade cai 6,7% em 2015, e subiu 31,2% em 2014. Para Daniel Utsch, do Banco Fator, a BB Seguridade deve continuar crescendo a taxas superiores ao mercado por pelo meno mais dois anos. O especialista destaca também que a base de clientes do BB ainda é pouco penetrada, em termos de produtos de seguros, se comparado com o Bradesco, e que os resultados financeiros da companhia devem ser impulsionados pelo aumento na taxa básica de juros. “Além disso, a companhia não depende apenas dos resultados financeiros, dado seu alto nível de eficiência operacional. E o início da operação da Brasil Dental, e a exigência de contratação de seguros rurais para empréstimos subsidiados devem impulsionar o negócio em 2015”, diz Utsch, em relatório.
Ficaram empatadas com quatro recomendações cada as ações da BRF, Pão de Açúcar, Ultrapar e Weg.