28-10-2014 – 16:31:48
O processo da Fundação Postalis contra o BNY Mellon, administradora fiduciária do fundo Sovereign II que adquiriu irregularmente títulos da dívida argentina para sua carteira, está sendo bem aproveitado pelos concorrentes. A Intrag, empresa do Itaú direcionada à custódia e administração fiduciária, por exemplo, já conquistou duas novas assets nos últimos meses e está em processo de aprovação de mais cinco que abandonaram a casa norte-americana, segundo o diretor da área de clientes institucionais do banco, Flávio Pires.
De acordo com Pires, o ingresso de novas assets como clientes da Intrag é complexo, envolvendo a checagem de praticamente todos os seus ativos e aplicadores, o que pode demorar meses. Se não fosse a complexidade da operação, o número de assets absorvidas pela Intrag já seria maior, segundo ele. Ainda de acordo com Pires, cerca de outras 20 assets estariam no “pipeline” da área administração fiduciária, todas provenientes do BNY Mellon.
A aquisição irregular de títulos da dívida argentina para a carteira do Sovereign II, na qual a Postalis era investidora, gerou entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões de prejuízos para a fundação, que está cobrando esses prejuízos do BNY Mellon.