07-06-2018 – 15:45:56
A indústria de fundos de investimento registrou resgate líquido de R$ 4 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 7 de junho, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que aponta o desequilíbrio em indicadores macroeconômicos (como a desvalorização das moedas emergentes, a manutenção da Selic em 6,5% e as revisões de baixa para o crescimento do PIB), além da greve dos caminhoneiros, como fatores que explicam o resultado. No acumulado do ano, no entanto, a captação líquida é de R$ 57,4 bilhões, 29,6% acima da média verificada entre os meses de janeiro e maio dos últimos quatro anos (R$ 44,3 bilhões).
“A junção de vários fatores negativos em um mesmo período afetou o mercado de maneira geral, respingando também nos fundos. Vemos esse movimento, entretanto, como pontual. A indústria segue forte e atraente: nos últimos 12 meses, por exemplo, foram abertas cerca de duas milhões de novas contas, em um universo de 14,5 milhões”, afirma Carlos André, vice-presidente da Anbima, em comunicado.
Os multimercados seguem na liderança da indústria; em maio eles tiveram ingressos líquidos de R$ 1,8 bilhão e, no ano, a captação chega a R$ 44,9 bilhões (participação de 78,3% do total). Os fundos de ações, que no mês passado captaram R$ 469,7 milhões, acumulam R$ 10,8 bilhões entre janeiro e maio. Os produtos de renda fixa, por outro lado, chegaram ao quarto mês consecutivo de resgates (R$ 2 bilhões em maio e R$ 7 bilhões no total do ano), como reflexo dos juros mais baixos.