Indústria de fundos registra captação líquida recorde de R$ 108,6...

10-04-2017 – 14:16:41

 

A indústria de fundos de investimento registrou captação líquida de R$ 108,6 bilhões no primeiro trimestre de 2017, volume recorde para o período desde o início da série histórica, em 2002, de acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Esse ingresso de recursos levou a captação líquida acumulada nos últimos doze meses a registrar novo recorde, de R$ 196,1 bilhões, contribuindo para que o patrimônio líquido da indústria alcançasse R$ 3,7 trilhões. Somente no mês de março, a captação da indústria de fundos também foi recorde ao atingir R$ 45 bilhões, superando os R$ 44,3 bilhões apurados em março de 2012.

Assim como nos últimos meses, a classe renda fixa liderou a captação líquida em março, com R$ 27,4 bilhões, seguida pelas classes multimercados, com R$ 9 bilhões, e previdência, com R$ 4,5 bilhões. Os resultados do primeiro trimestre apresentam o mesmo padrão, com as classes renda fixa, multimercados e previdência liderando a captação líquida com R$ 74,2 bilhões, R$ 20,2 bilhões e R$ 10 bilhões, respectivamente. “Vale observar que, não obstante o aumento sazonal no ingresso de recursos em fundos pertencentes ao poder público, investidores dos segmentos varejo e private também vêm contribuindo de forma significativa para o ingresso de recursos em fundos de renda fixa”, aponta o relatório da Anbima. Na outra ponta, somente os fundos cambiais apresentaram resgate líquido em março, de R$ 500 milhões. No acumulado do ano, os fundos cambiais também registram resgate líquido de R$ 500 milhões, enquanto os fundos de direitos creditórios apresentam saídas de R$ 1,1 bilhão.

Em março, os ativos de renda fixa tiveram retornos inferiores na comparação com fevereiro – o IMA-Geral valorizou 1,22%, contra 2,26% no mês anterior – o que se refletiu em rentabilidades menores para os fundos de renda fixa. Na renda variável, com exceção do tipo investimento no exterior, que registrou alta de 0,27%, todos os demais fundos do segmento apresentaram retornos negativos, diante do desempenho do Ibovespa que, após registrar alta de 3,08% em fevereiro, recuou 2,52% em março.

Em um mês marcado por retornos mais baixos nos mercados de renda fixa e de renda variável, o tipo multimercados macro registrou a maior rentabilidade da indústria entre os fundos com PL relevante, de 1,27% em março, acumulando 5,88% no ano. “Esses fundos, que realizam operações em diversas classes de ativos com base em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos, mostram resultados consistentes, superando, inclusive, a variação do IHFA ‐ Índice de Hedge Funds ANBIMA em diferentes janelas de tempo”.