Indicador de condições econômicas avança em agosto

18-09-2013 – 11:38:35

 

O IACE (Indicador Antecedente Composto da Economia) para o Brasil, divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pelo The Conference Board nesta quarta-feira (18), avançou 0,9% em agosto, atingindo a marca de 125,2 pontos (2004=100). O resultado veio após uma redução de 2,2% em julho e a uma redução de 0,3% em junho. Cinco dos oito componentes contribuíram positivamente para o índice de agosto.

Para o economista da FGV Paulo Picchetti, é improvável que o crescimento relativamente elevado do PIB de 6% (anualizado) do segundo trimestre se sustente. “O comportamento do IACE nos últimos meses aponta para uma desaceleração considerável da economia no terceiro trimestre. A pequena alta do IACE de agosto, porém, pode ser um primeiro sinal de um melhor desempenho no último trimestre de 2013. No entanto, a expectativa de recuperação repousa sobre um número elevado de fatores de incerteza relacionados aos cenários de crescimento nacional e global.”

O ICCE (Indicador Coincidente Composto da Economia) do Brasil, que mede as condições econômicas atuais, aumentou 0,1% em agosto, atingindo a marca de 128,7 pontos (2004 = 100). O resultado ocorre após estabilidade do indicador em julho e alta de 0,2% em junho, de acordo com estimativas preliminares. Três dos seis componentes contribuíram positivamente para a alta do índice de agosto.

O IACE para o Brasil foi lançado em julho de 2013 pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board. O indicador permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

Os oito componentes do IACE incluem: Taxa referencial de swaps DI pré-fixada – 360 dias (Fonte: Banco Central do Brasil), Ibovespa (Fonte: BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo), Índice de expectativas das sondagens da Indústria (Fonte: FGV/IBRE), Índice de expectativas das sondagens dos Serviços (Fonte: FGV/IBRE), Índice de expectativas das sondagens do Consumidor (Fonte: FGV/IBRE), Índice de produção física de bens de consumo duráveis (Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Índice de Termos de troca (Fonte: FUNCEX – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior) e Índice de quantum de exportações (Fonte: FUNCEX – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior).