IMA Geral acumula valorização de 14,74% em 2016 até julho, aponta...

09-08-2016 – 15:15:15

 

A carteira de títulos públicos marcada a mercado, refletida na performance do IMA Geral registrou valorização de 1,44% em julho, o que leva o índice a apresentar ganhos de 14,74% no acumulado do ano, de acordo com os dados da Anbima. Como já tem ocorrido nos meses anteriores, as carteiras de maior ‘duration’ tem apresentado os melhores desempenhos. O IRF-M 1+, formado por títulos prefixados acima de um ano, subiu 1,47% no mês passado, enquanto o IMA-B 5+, com NTN-Bs acima de cinco anos, avançou 3,34%. Já o IRF-M 1, com prefixados de até um ano, teve incremento de 1,04% em julho, enquanto o IMA-B 5, com NTN-Bs de até cinco anos, ganhou 1,21%.

“A expectativa de queda da inflação com a consequente  redução da taxa de juros até o final do ano vem  sustentando o ciclo de valorização dos ativos domésticos de renda fixa, gerando prêmios atrativos nas taxas de negócios com os títulos cursados em mercado”, explica a associação, em relatório. Ela ressalta, no entanto, que as dúvidas que permancem entre os investidores, referentes principalmente ao ritmo de redução da Selic e à resiliência inflacionária dos últimos meses, aumentaram as apostas em cenários alternativos, como as que indicam a manutenção dos juros até o fim do ano.

No mercado secundário de títulos públicos, o volume médio negociado pelas NTN-Bs em julho atingiu R$ 6,8 bilhões, o que representa um crescimento de 40% na comparação com o mês anterior. Esse aumento, de acordo com a Anbima, decorre da maior atratividade dos ativos – o IMA-B registrou variação positiva de 2,51% no mês, com ganhos de 19,06% no acumulado do ano. Além disso, também contribuiu para o aumento a elevação no número de negócios que ocorrem às vésperas de resgates de títulos – em 15 de agosto serão resgatados R$ 95 bilhões. O vencimento mais negociado foi o de maio de 2021, que respondeu por 23,3% do giro das NTN-Bs. Apesar do aumento na liquidez dos títulos públicos, ainda há uma concentração em poucos vencimentos; os três papéis de maior liquidez representaram 53% do giro total dos títulos indexados em julho.