HSBC planeja oferecer novas estratégias no exterior aos fundos de...

13-02-2015  –  13:47:21

 

A HSBC Global Asset Management avalia trazer novas estratégias ao país que tenham seu retorno atrelado às economias internacionais como forma de atrair investidores fundos de pensão. “Estamos pensando em produtos como o ‘chinese consumer’, fundo gerido pela equipe de Londres que compra os dez papéis que os chineses mais consomem, que não são necessariamente empresas chinesas”, afirma Alcindo Canto, CEO da HSBC Global Asset Management. Louis Vitton é uma companhia do fundo, que tem também empresas do setor de alimentação, calçados e perfumes. 

A outra estratégia que o banco estuda trazer aos institucionais brasileiros é uma que compra papéis de companhias listadas nas bolsas europeias que tenham meta de emissão de carbono zero. “Pensamos em introduzir a questão sócio-ambiental, e governamental, que o Brasil ainda está um pouco atrás, lá fora é mais avançado”, diz Canto. “Um caminho seriam as fundações filiadas ao PRI [Principios para o Investimento Responsável]”.

Ao longo de 2014, onze fundações entraram no fundo Dynamic do HSBC, que mescla ações de países desenvolvidos e emergentes, e totalizam um PL de R$ 200 milhões. A carteira de institucionais do banco soma 75 clientes, com R$ 25 bilhões. “Nossa carteira de clientes já é bem grande, não temos a ambição de trazer clientes novos, queremos atender melhor os clientes atuais da base, que é bastante pulverizada”, pontua o CEO.

No ano passado, o Dynamic, considerando o câmbio, valorizou 15,32%. A contribuição do dólar para o fundo, na visão do HSBC, não deve ser tão intensa em 2015 quanto foi no ano passado. “Não achamos que o dólar vai valorizar muito mais, mas também não esperamos que ele volte para os R$ 2,50. Talvez o novo câmbio de equilíbrio para o cenário atual seja entre R$ 2,70 e R$ 2,80”, pondera o executivo.

Na virada do ano, o fundo teve alterada sua alocação entre os países desenvolvidos, que representam cerca de 60% do Dynamic; os Estados Unidos caíram de 32% para 28%, e a parcela está sendo migrada para as bolsas europeias. “Inglaterra, França e Alemanha andaram melhor que o S&P nas últimas semanas”, afirma Canto. Apesar disso, o CEO entende que, pela dinâmica esperada para a economia americana, a bolsa da região seguirá tendo um bom desempenho no curto/médio prazo.

Embora tenha notado na virada de 2015 muitas entidades incluindo o investimento no exterior em suas políticas, Canto entende que o aumento da rentabilidade nos títulos públicos deve retardar um pouco a alocação internacional dos institucionais brasileiros. “Em 2008 seria um ambiente perfeito para acelerar esse processo, com juro real de 2,5%. Agora com esse juro nominal muito alto, claramente retarda um pouco a vontade do fundo de pensão de aumentar o risco na carteira”.