22-01-2015 – 17:17:32
O anúncio da expansão do programa de compra de ativos do Banco Central Europeu (BCE), que visa injetar 60 bilhões de euros por mês na economia europeia, surpreendeu gestores de recursos. De acordo com a Pensions and Investments (P&I), os gestores se surpreenderam com o tamanho e a duração do programa de QE (quantitative easing), que começa a partir de março e deve durar até pelo menos setembro de 2016, podendo ultrapassar 1 trilhão de euros.
A compra de dívida soberana será dividida entre os membros da zona do euro. Além disso, o presidente do BCE, Mario Draghi, adicionou que o banco central tocará o programa até que seus efeitos sejam vistos em níveis de inflação.
Para Adrian Lee, presidente e diretor de investimentos da Adrian Lee & Partners, gestora com sede na Europa, Draghi conseguiu superar as expectativas do mercado em termos de quantidade de compra e duração do programa. Para ele, ao superar as expectativas, o Banco Central mostrou que entende as necessidades do mercado e tem a intenção de atendê-las. “Esperamos que o euro enfraqueça a partir de agora e no longo prazo”, disse à P&I.
Já para Javier Corominas, chefe de pesquisas econômicas da Record Currency Management, a surpresa maior não foi o valor do programa, e sim o fato dele durar até o final de 2016, podendo ainda ir além. “A principal razão para isso foi trazer a perspectiva de inflação de médio a longo prazo de volta para o patamar de 2%”.
Bill Street, chefe de investimentos da State Street Global para a região da Europa, Oriente Médio e África, acredita que o anúncio pode ter efeito positivo em ativos de risco junto a uma maior depreciação do euro. Além disso, o executivo acredita que a medida vai apoiar títulos com menos rendimento tanto no centro quanto na periferia da zona do euro.