29-08-2014 – 13:14:07
O aumento do percentual de investidores que adotam estratégias de gestão passiva em seus portfólios traz uma preocupação em relação ao monitoramento e governança das empresas investidas. A afirmação foi feita por Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), na última quinta-feira, 28, durante apresentação no seminário Entendendo o Smart Beta, promovido pela Revista Investidor Institucional.
Para Cunha, as estratégias de smart beta são positivas se o gestor exercer deveres fiduciários através desses produtos. “Temos notado uma perda de poder do acionista perante a administração das companhias, deixando a empresa sem o monitoramento da gestão”, disse. “Muitos modelos societários podem não funcionar em um cenário onde todo mundo vira investidor passivo”.
O representante ressaltou que é preciso cuidar para que a performance das companhias seja adequada, e isso requer o exercício dos deveres fiduciários. “O ponto fundamental é que se deve buscar eficiência de portfólio com estratégias alternativas. Mas essa eficiência precisa ser conciliada com exercício dos deveres fiduciários, e os fundos de pensão que estão entrando nessa classe de ativos devem se perguntar se o seu dever fiduciário em relação aos ativos subjacentes são atendidos no momento em que assina o contrato com a gestora”, disse Cunha.
O seminário Entendendo o Smart Beta contou com os seguintes patrocinadores: FTSE, MSCI, Research Afiliates, Itaú Asset Management, Bram (Bradesco Asset Management), BlackRock e Riviera.