Fusões e aquisições caem no 1º semestre, mas fundos PE seguem ati...

20-08-2015  –  12:58:16

 

Os anúncios de fusões e aquisições, ofertas públicas de aquisições de ações (OPAs) e reestruturações societárias caíram 74% no primeiro semestre de 2015, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 18,2 bilhões, menor montante para o período dos últimos seis anos, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, 20 de agosto, pela Anbima. Em número de operações, foram 35, contra 62 de janeiro a junho de 2014; as maiores do primeiro semestre foram a compra da Moy Park pela JBS. A empresa foi vendida pela Marfrig por R$ 4,6 bilhões e a fusão entre a asset do Santander e a Pionner, controlada pelo banco italiano UniCredit, que movimentou R$ 2,2 bilhões. Todas as demais operações foram abaixo de R$ 1 bilhão.

A Anbima destaca a participação dos fundos de private equity (PE) no mercado, que estiveram presentes em 14 das 35 operações do primeiro semestre, movimentando o equivalente a R$ 5,5 bilhões, dos quais R$ 3,8 bilhões referentes a investimentos. “Embora, em termos absolutos, tenha ocorrido uma redução no número de operações com a participação de fundos – reflexo direto do desaquecimento dos anúncios no período – em termos relativos, o envolvimento dos fundos cresceu neste primeiro semestre de 2015, em relação a igual período do ano anterior, passando de 35,5% para 40% do total”, destaca a associação, em nota.

Entre as instituições financeiras que assessoraram as operações de janeiro a junho, a liderança ficou com o Santander em volume, com R$ 6 bilhões. Na sequência vem o BTG Pactual, com R$ 4,9 bilhões, o Morgan Stanley, com R$ 3 bilhões, e o BB, com R$ 2,2 bilhões. Em número de operações, a liderança ficou com o Itaú BBA, com sete, seguido pelo Santander, com cinco, e pelo Morgan Stanley, com quatro. No ranking geral consolidado de bancos que assessoram operações de fusões e aquisições, o primeiro lugar é também do Itaú BBA, com R$ 43,3 bilhões. Em seguida vem o BTG Pactual, com R$ 37,9 bilhões, e o Deutsche Bank e o JP Morgan, empatados com R$ 32 bilhões.