Fundos de pensão investem em segundo FIP Educacional da Bozano

22-07-2015  –  17:02:57

 

Incentivados pelo desempenho do primeiro fundo de investimento em participações (FIP) voltado para educação da Bozano Investimentos, cinco fundos de pensão repetiram os aportes no segundo fundo do setor aberto pela gestora, o FIP Educacional II. Um deles foi a Previ, do Banco do Brasil. A fundação destaca que já tinha aprovado no primeiro semestre do ano passado uma nova aplicação no veículo, mas que ainda não realizou o investimento.

“Tendo em vista a estratégia de investimento da Previ e o bom desempenho do fundo de investimentos em participações BR Educacional FIP, notadamente com a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) e posterior desinvestimento das companhias Abril Educação e Anima, a fundação aprovou, no primeiro semestre de 2014, o investimento no fundo Bozano Educacional FIP II”, disse o fundo de pensão em nota enviada por meio de sua assessoria de imprensa.

O chefe da área de educação da gestora, Daniel Borghi, diz que havia sete fundos de pensão brasileiros investidos no BR Educacional, e cinco decidiram investir no segundo fundo. Além da Previ, a Fipecq também confirmou o comprometimento de até R$ 15 milhões no fundo. 

O Infraprev é outro fundo que decidiu entrar no FIP Bozano Educacional II. Segundo o fundo de pensão, foi assinado um termo de compromisso de investir R$ 20 milhões no fundo, mas até o momento não foi feito nenhum aporte, pois os investimentos ocorrerão conforme os projetos forem aprovados. “Esta aplicação está em linha com os investimentos responsáveis do Infraprev e também se dá pelo bom  retorno em investimentos nesse segmento educacional”, diz a fundação pro meio de nota. 

Já a Funcef, que investiu no BR Educacional, não entrou no segundo fundo. Segundo informações da assessoria de imprensa, o fundo de pensão ainda avalia a possibilidade de investir no FIP da Bozano, mas sem ainda uma posição definitiva.

Captação de R$ 800 milhões – O fundo foi constituído no ano passado e alcançou neste mês de julho a meta de captação de R$ 800 milhões. De acordo com Borghi, o fundo poderia captar mais, mas em princípio o fundo está fechado. “Conseguimos uma boa mistura de investidores. Os do primeiro fundo de modo geral reaplicaram e tivemos mais um grupo de internacionais e family offices, então ficou interessante”, diz. Foram 42% investidores estrangeiros investindo no fundo, 35% institucionais locais e 25% de investidores privados e famílias do Brasil.

A estratégia do FIP Bozano Educacional II é a mesma do primeiro fundo, segundo Borghi. “O fundo é focado no setor de educação, não apenas a educação básica e superior, mas no setor de conhecimento de um modo geral”, diz. O fundo tem o prazo de oito anos, podendo se estender por mais dois.

Com gestão do economista Paulo Guedes, sócio da Bozano, o BR Educacional (primeiro fundo), por sua vez, já está sendo totalmente desinvestido. “Estamos no processo de encerrar o fundo junto à administradora e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Todos os ativos foram vendidos e o dinheiro foi retornado aos cotistas com 33% de retorno ao ano”, destaca Borghi.

A gestora também prepara captação de um fundo voltado para o setor de serviços e varejo. “O primeiro fundo desse setor já está em fase de desinvestimento e teve excelentes empresas, como Estapar e Hortifruti. Um fundo novo deve ser levantado ao longo desse ano e ano que vem”, salienta Borghi.