09-10-2014 – 16:34:52
Os fundos de pensão alcançaram rentabilidade de 4,76% no primeiro semestre, segundo o consolidado estatístico da Abrapp, ficando, assim, abaixo da meta atuarial – calculada com base no teto de INPC + 5,5% ao ano, que alcançou 6,53% nos primeiros seis meses de 2014. A rentabilidade dos planos de contribuição definida (CD) foi de 5,65%, e dos planos de benefício definido (BD), 4,45%.
De acordo com Wilson Carlos Duarte Delfino, diretor executivo da Abrapp, o que impediu melhores resultados no período foi o fraco desempenho da renda variável. Na divisão por categoria, renda variável atingiu rentabilidade 0,39%, abaixo do Ibovespa (3,23%), enquanto renda fixa acumulou 6,81% de rentabilidade, batendo o CDI (4,98%). “Muitas vezes o mercado evolui de certa maneira e as carteiras dos fundos não acompanham, pois uma parcela está vinculada a uma situação de baixa liquidez”, explica Delfino.
O representante diz ainda que, apesar do resultado de curto prazo não ter sido tão satisfatório, o acumulado desde 2005 registra rentabilidade de 243,3%, sendo a meta atuarial de 186,4%. “Dentro da característica de investidores de médio e longo prazo, estamos atendendo ao enquadramento atuarial”, destaca.
Cenário eleitoral
O executivo ressalta que o cenário econômico ainda está sendo influenciado pelas eleições, e isso causa volatilidade e incertezas, mas que isso não preocupa tanto os fundos de pensão. “Na nossa visão, isso dará uma influência de curto prazo no mercado, e nós somos investidores de longo prazo. No longo prazo, tanto o governo atual quanto um novo terá um trabalho voltado para melhorar a situação econômica”, acredita Delfino.