30-01-2018 – 12:01:36
A Fundação Promon tem buscado novos ativos de maior risco no mercado para fazer frente ao atual patamar no qual se encontra a taxa de juros, com o aumento de sua exposição aos fundos no exterior e em fundos de participações. “Estamos procurando alternativas, mas com um olhar bastante minucioso, já que não podemos esquecer que teremos uma corrida presidencial”, afirma Mário Ribeiro, diretor de investimentos da Promon.
O dirigente ressalta que a posição em bolsa, próxima de 8%, e a volatilidade esperada por conta das eleições, levam a fundação a não ter grande entusiasmo em aumentar a alocação no segmento. Sobre os fundos no exterior, a Promon aumentou em novembro de 2017 de 2,5% para 5% sua posição internacional, por meio dos fundos que já tinha em carteira da BlackRock, Nordea, M Square e Allianz.
Em relação aos FIPs, o diretor conta que a fundação está no momento recebendo gestores para avaliar a melhor oferta. Além disso, a Promon já se comprometeu e aguarda chamada de capital nos próximos meses para aportar recursos no segundo FIP florestal da Lacan, e também em um novo FIP da Kinea. “A retomada da economia e a falta de prêmio nos juros favorece a estruturação de novos FIPs”, pondera o especialista. Ribeiro diz ainda que os multimercados estruturados, classe que tem recebido fluxo importante de institucionais nos últimos meses, já respondem por 9% do portfólio da Promon, portanto sem muito espaço para grandes elevações diante do limite de 10%.