29-08-2014 – 14:33:45
A Fundação Itaipu (Fibra) ampliou os investimentos em fundos de ações no exterior com a entrada em um fundo do J. P. Morgan em julho passado. A aplicação soma R$ 11 milhões, que é o mesmo valor aplicado em outro fundo no exterior, da BlackRock, investido pelo fundo de pensão no início de 2014. Ambos os fundos contam com a administração da BB DTVM que é a responsável pelo feeder local que dá acesso aos fundos no exterior. A fundação pretende aumentar os valores alocados nos fundos. “Podemos dobrar os investimentos ainda. Eles representam menos de 1% do nosso patrimônio, mas temos apetite para aumentar os aportes”, afirma Silvio Rangel, superintendente da fundação.
Segundo o executivo, os fundos investidos replicam índices de ações de grandes empresas multinacionais. “Essas companhias têm receitas globais, então não estamos expostos a riscos de um só país”, explica. Rangel destaca que o processo de investimento no exterior começou a cerca de dois anos. “Para nós é ainda um aprendizado. Estamos fazendo uma experiência e por isso começamos com fundos simples”, complementa.
O interesse por fundos smart beta também existe, e segue uma “curva de aprendizado” semelhante. Segundo Rangel, os primeiros passos para a diversificação já foram dados. A fundação passou por um processo de reestruturação de investimentos nos últimos dois anos. “Separamos a gestão alfa de beta, alocamos recursos em ETFs, em fundos de gestão ativa, de valor e de dividendos. Além disso, montamos uma estratégia para estruturados”, diz Rangel. Atualmente a fundação tem investimentos em 11 fundos de investimentos em participações (FIPs).
Para ele, o conceito de smart beta é interessante, mas há uma série de outros fatores que precisam ser estudados antes de ingressar no segmento, como as características do produto, liquidez no mercado e histórico de rentabilidade.