Funcef revisa política e reduz ainda mais renda variável e estrut...

04-09-2015  –  17:27:11

 

A Funcef aprovou a revisão da política de investimentos de 2015. Nos planos mais antigos, que não recebem mais contribuição, a fundação subiu de 46% para 49% o limite para alocação em renda fixa e reduziu de 29,1% para 26,7% o limite em renda variável. Em estruturados, a redução foi de 13,4% para 11,3%. Já nos planos mais novos, que recebem cerca de R$ 100 milhões em contribuições mensais, a renda fixa subiu de 49% para 55%, a renda variável caiu de 22% para 21,4% e estruturados foi de 12,7% para 11,2%.

Segundo Mauricio Marcellini, diretor de investimentos da Funcef, a revisão se deve a um cenário econômico que se demonstra pior que o projetado inicialmente. “Quando fizemos a projeção no fim do ano passado, estimávamos um crescimento do PIB de 1,36%, e hoje trabalhamos com queda de 1,5%. Na Selic, projetávamos que chegasse a 12,5%, mas ela foi revista pra 14,25%. Com a aceleração da inflação, da taxa de juros e a depreciação do PIB, viemos ajustando nossa estratégia de alocação”, explica Marcellini.

Na execução da política do primeiro semestre, a fundação focou em renda fixa, próximos do limite superior estabelecido no início do ano, e reduziu aplicações em ativos atrelados ao desenvolvimento econômico. “Outro ponto é que, em estruturados, tivemos algumas revisões de investimentos e desinvestimentos. Os investimentos foram mais acelerados e os desinvestimentos não vieram na mesma velocidade, gerando um impacto negativo de R$ 700 milhões na fundação”, salienta do executivo.

Marcellini diz que esse é um ano é bastante difícil para as fundações, principalmente com a aceleração da inflação, o que dificulta o cumprimento da meta atuarial. Segundo dados divulgados pela fundação, em maio o plano REG/Replan saldado ficou em 4,14%, contra a meta de 8,43%. Já o plano REG/Replan não saldado encerrou o período com 2,97% de retorno diante de uma meta de 8,45%. Ambos são da modalidade de benefício definido.

O plano de contribuição variável (CV) REB registrou 3,78% de rentabilidade até maio, enquanto sua meta ficou em 8,39%. O Novo Plano, da mesma modalidade, encerrou o período com 2,87% de retorno frente à meta de 8,43%. “No primeiro semestre, tivemos uma inflação atuarial de 9,87% contra uma bolsa de 6,15% e um CDI também no patamar de 6%, segundo dados de junho. O que a gente enxerga é que a aceleração da inflação traz um desafio adicional para cumprir a meta atuarial em 2015. No segundo semestre, com o agravamento da crise econômica, política e institucional, fomos afetados com a queda da bolsa, ao mesmo tempo que os juros permanecem em patamares elevados”, diz Marcellini.