01-10-2013 – 14:45:04
Ter foco na gestão de riscos é uma medida necessária nos fundos de pensão, mas não é suficiente, é o que aponta Roberto Westenberger, sócio da PricewaterhouseCoopers. “É preciso que haja também uma auditoria para complementá-la, assim garantindo que os processos sejam efetivamente mapeados e os riscos medidos”, diz, referindo-se às tendências observadas hoje no mercado. Outra tendência, segundo Westenberger, é “a cada vez maior clareza de que não adianta o gestor de risco olhar o fundo de pensão através de seu organograma, que mostra apenas quem manda formalmente, nada além disso”.
A área de gestão de risco não precisa e nem deve ter poder executivo, mas é indispensável que trabalhe da forma mais integrada com as demais áreas da entidade. Uma terceira tendência parece vir da Europa. O órgão europeu de supervisão, a Eiopa, relata Westenberger, tende a colocar a previdência complementar sob o mesmo modelo de análise de risco recém adotado (desde 2012) para as seguradoras, conhecido como “Solvência II”. Nos bancos, tais regras são conhecidas como “Basiléia”.
Segundo estudo da alemã Allianz, maior seguradora do mundo depois da queda da AIG, as regras de “Solvência II” deverão nortear toda a regulamentação mundial da indústria de seguros e previdência complementar nos próximos anos, aumentando o rigor técnico.