26-05-2015 – 16:10:16
O aumento da constribuição social (CSLL) para instituições financeiras deve gerar uma redução no lucro dos bancos entre 6% a 8% a partir do ano que vem, segundo cálculos do HSBC e do Deutsche Bank. A outra medida do ajuste fiscal que tem sido ventilada, de extinguir os Juros sobre o Capital Próprio (JCP), teria um impacto ainda maior nos ganhos dos grandes bancos do país.
O HSBC prevê que a queda no lucro dos bancos pode chegar a 20% nos próximo anos em um cenário onde o fim da distribuição venha a se somar ao aumento da contribuição. Já o banco alemão projeta uma redução de até 13% no lucro dos bancos caso o JCP realmente seja extinto.
“Acreditamos que, depois do aumento na CSLL, a eliminação de JCP é um pouco menos provável, mas isso dependerá de o Congresso aprovar outras medidas fiscais”, escrevem os analistas Carlos Gomez-Lopez e Neha Agarwala, do HSBC, em relatório. “A meta de superávit fiscal de 1,2% é fundamental e o governo, a nosso ver, irá propor a eliminação de JCP se outras alternativas não forem aprovadas”.
Tito Labarta, analista do Deutsche, destaca que os benefícios fiscais relacionados ao JCP representaram 7,9% do ebitda do Banco do Brasil em 2014, 6,7% no Santander, 6% no Bradesco e no BTG Pactual, e 5,7% no Itaú. “Por conta disso, estimamos um potencial de perdas de 8% a 13% para os bancos sob nossa cobertura, com Banco do Brasil (-13,4%) e Santander (-10%) liderando as perdas”, escreve Labarta.