Expectativa de redução dos juros gera valorização de 4% do IMA-B ...

02-08-2017 – 15:00:07

 

A expectativa de uma queda mais acentuada da taxa de juros até o fim deste ano valorizou as carteiras de títulos públicos, segundo dados da Anbima. O IMA-Geral, índice que reflete a variação desses ativos, registrou ganho de 2,34% em julho. Já a carteira das NTN-Bs, refletida pelo IMA-B, registrou variação de 4%. O destaque foi o IMA-B5+, que acompanha as NTN-Bs com prazo acima de cinco anos, que registrou aumento de 4,67%. As de até cinco anos tiveram elevação de 2,85%. O IMA-S, que reflete a trajetória da carteira das LFTs (títulos pós-fixados) em mercado, valorizou 0,82%.

O retorno do IRF-M foi de 2,31% em julho. Os títulos de prazo acima de um ano, representados pelo IRF-M1+, e os de até um ano, expressos pelo IRF-M 1, avançaram 2,76% e 1,05%, respectivamente. As revisões das projeções de juros motivaram a performance positiva dos índices em julho, de acordo com a Anbima. O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da associação prevê que a Selic fique em 8% no final do ano. Até maio, os economistas que compõem o grupo acreditavam que a taxa ficaria em 8,5%. “Desta forma, os títulos já existentes no mercado, e que foram emitidos quando a perspectiva da taxa era mais alta, tendem a se valorizar e ficar mais atrativos para os investidores. Aqueles de prazos mais longos e que possuem prêmio adicional por embutirem maior incerteza podem ter valorização ainda maior”, destaca a Anbima, em comunicado.

Sandro Baroni, gerente de preços e índices da Anbima, nota que os títulos e as carteiras de longo prazo são mais suscetíveis aos humores e flutuações do mercado. “Da mesma forma que em julho ‘entregaram’ excelente rentabilidade, podem também apresentar rendimentos baixos, até mesmo negativos em outros meses. Com o passar do tempo, a tendência é que eles tenham performance melhor do que as taxas de curto prazo, uma vez que, para aceitar um empréstimo por mais tempo, o tomador de recursos (neste caso, o governo) aceita pagar taxas mais altas”, afirma Baroni.