06-12-2013 – 15:09:22
Num ano de conjuntura adversa, onde os juros reais chegaram a bater na casa dos 2%, o regime próprio de previdência social de São Sebastião tomou a decisão de reduzir drasticamente suas aplicações em títulos públicos. “Cortamos R$ 220 milhões dos R$ 300 milhões que tínhamos aplicados em NTN-B”, diz o diretor financeiro do instituto, Edson Carlos Mathias. Com isso, a entidade conseguiu liberar recursos para investimentos em aplicações pouco tradicionais, mas de maior rentabilidade, como os fundos imobiliários e florestais.
Mathias diz não possuir ainda um número fechado sobre a rentabilidade da entidade no ano, mas admite que ficará abaixo da meta. Garante, no entanto, que o déficit seria bem maior sem o movimento estratégico de vender parte das NTN-B com vencimento ente 2024 e 2035 para aplicar os recursos nos fundos imobiliários e florestais. Segundo ele, o instituto conseguiu reduzir para R$ 5 milhões as perdas com a desvalorização das NTN-Bs, valor que seria três vezes maior se mantivesse o volume original.
Ele lembra que o IMA-B, principal referência das aplicações dos RPPS em fundos de renda fixa de títulos públicos, caiu 7,81% no primeiro semestre de 2013. O IMA-B 5+, que referencia as carteiras com títulos ainda mais longos, teve queda de 11,68%.
Para o próximo ano, o objetivo da entidade é ampliar a estratégia de diversificação, colocando mais renda variável nas carteiras. O RPPS de São Sebastião pretende chegar a 20% de renda variável no próximo ano, contra 11% atualmente. Além disso, a entidade pretende manter sua participação em FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), buscando novos fundos para absorver os R$ 60 milhões que vencem em janeiro e fevereiro. “Os FIDCs ajudam a amortizar a volatilidade do mercado”, afirma Mathias.
Atualmente, a carteira total do RPPS de São Sebastião soma R$ 641 milhões, com aplicações em várias assets como BTG Pactual, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e BNY Mellon.