2013-09-02; 11:51:24
O primeiro semestre de 2013 não foi dos melhores em rentabilidade, tanto no retorno para renda fixa como para renda variável para os regimes próprios de previdência. Apesar disso, o IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores de Curitiba) não pode se queixar. Os ativos passaram de R$ 774,78 milhões para R$ 874 milhões, desconsiderando os imóveis de propriedade do Instituto, segundo Rodrigo Nishimura, diretor administrativo financeiro do RPPS. A variação inclui a rentabilidade e o ingresso de novos recursos.
Assim como outros RPPS, o IPMC também vê com bons olhos a renda variável: “considerando a volatilidade da renda fixa e o atual patamar da bolsa, a renda variável não deixa de ser uma oportunidade dos investidores obterem bons resultados”, afirmou Nishimura. A porcentagem dos ativos do instituto alocada em ações ainda é baixa. No final de 2012 era 1,67%. Em julho representa 2,6% da carteira. Para o diretor, não há uma razão específica para isso: “as aplicações são realizadas de acordo com as oportunidades encontradas pelo comitê de investimentos do instituto”.
Não há um montante definido para o aumento dos investimentos em renda variável. A política para este ano define um limite para investir até 10% dos recursos, que serão alocados “de maneira gradual, diversificando, acompanhando os melhores segmentos e oportunidades”. O IPMC ainda não selecionou assets para gerir as novas aplicações investimento. “Nossa escolha levará em consideração o credenciamento do Instituto, expertise do gestor e o momento adequado para o segmento”, disse.
Com o foco em renda variável e fixa, o investimento em estruturados ainda está em fase de análise para o IPMC. “O Instituto tem analisado alguns fundos, contudo este tipo de alocação requer um estudo mais aprofundado considerando a sua dinâmica e complexidade”, apontou Rodrigo Nishimura.