17-02-2016 – 13:32:55
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos fundos de pensão, instalada na Câmara dos Deputados, quer pedir o indiciamento do presidente do Trendbank, Adolpho Júlio da Silva Mello Neto, por ingerência nos recursos da Petros e do Postalis. Segundo o relator da CPI, deputado Sergio Souza (PMDB-PR), cerca de R$ 34 milhões foram perdidos por aplicações das fundações em fundos de investimento em direitos creditórios (Fidcs) do Trendbank, e o deputado atribui o fracasso à má gestão da carteira de investimentos do fundo.
Para Sergio Souza, a negociação das cotas de direitos creditórios foi influenciada por ingerências político partidárias. “Pelo que já temos de elementos, o Trendbank pode ter sido montado já com intuito de dar prejuízo aos fundos de pensão, pois apesar de operarem com risco altíssimo, tinham ingerência na guarda e coleta de recursos no mercado”, analisou o parlamentar.
Em depoimento prestado na CPI na última terça-feira, 16 de fevereiro, Adolpho Júlio da Silva Mello Neto negou as falhas apontadas pelo relator na análise de risco dos contratos assinados com os fundos em 2012. O executivo explicou que a compra de ativos com recursos seguiu parâmetros do mercado financeiro, passando pelo crivo do Banco Petra, antes de ser aprovada pelos custodiantes Deutsche Bank e Santander. “Nós nunca tivemos o poder da caneta”, disse o presidente do Trendbank.
Outros depoimentos – Também foi convocado para prestar depoimento na CPI o presidente da empreiteira Engevix, José Antunes Sobrinho, que por sua vez não compareceu sob a justificativa de falecimento de familiar. Já na próxima quinta-feira, 18 de fevereiro, o presidente do BNY Mellon para a América Latina, Adriano Koelle, foi convocado para depor.
Com informações da Agência Câmara Notícias