20-07-2016 – 13:11:50
A taxa Selic deve permanecer inalterada em 14,25% no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) que termina nesta quarta-feira, 20 de julho, prevê Patricia Krause, economista-chefe para América Latina da Coface, seguradora de origem francesa. A especialista espera ainda que nas três reuniões restantes da autoridade monetária em 2016, em agosto, outubro e novembro, a taxa básica de juros também não sofra nenhuma alteração. A projeção da economista-chefe diverge do boletim Focus, onde os economistas ouvidos pelo BC esperam a Selic em 13,25% em dezembro próximo. Para 2017, Patricia acredita que a taxa de juros encerre o período em 13,25% – no Focus a estimativa aponta para 11% em dezembro do ano que vem.
“Não acredito em corte de juros ainda este ano. O tom do relatório de inflação do BC divulgado no fim de junho aponta para a inflação na meta em 2017 apenas em um cenário de manutenção da Selic em 14,25%”, explica a especialista, em comunicado. Medidas fiscais para a contenção de despesas ou aumento de receita com novos impostos não devem sair antes das eleições municipais de outubro, o que tende a dificultar uma eventual redução da Selic, pondera Patricia, que lembra que o presidente do BC, Ilan Goldfajn, declarou no fim de junho que alcançar o centro da meta da inflação em 2017, de 4,5%, é uma expectativa ambiciosa, mas crível; hipótese com a qual ela não concorda. “Deve ficar próxima de 5%”, estima.
Divulgação – O BC informou nesta quarta-feira que a nota à imprensa com a decisão do Copom será divulgada exclusivamente pelo portal da autoridade monetária na internet, imediatamente após o término da reunião, a partir das 18 horas. Até então a assessoria de imprensa informava a decisão e distribuía o comunicado aos jornalistas presentes na sede do BC, em Brasília. A autoridade disse ainda que o comunicado e a ata, que passará a ser divulgada na terça-feira da semana seguinte ao Copom, e não mais na quinta, “terão formatos distintos daqueles publicados até a última reunião”, mas não detalhou quais serão essas diferenças. Trata-se do primeiro Copom sob a presidência do ex-economista-chefe do Itaú Ilan Goldfajn.