08-07-2015 – 17:53:34
As captações de companhias brasileiras no mercado de capitais doméstico no primeiro semestre de 2015 totalizaram 181 operações e R$ 63,4 bilhões, contra 294 operações e R$ 101,1 bilhões em igual período do ano passado – queda ao redor dos 38%, tanto em volume como em número de operações. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 8 de julho, pela Anbima.
As captações se concentraram na renda fixa, que teve 179 operações, com um volume de R$ 46,7 bilhões, ante 293 operações e R$ 86,1 bilhões nos seis primeiros meses de 2014, o que corresponde a um recuo de 45,7% no volume, e de 39% em número de operações. No mercado externo, foram oito operações, que movimentaram US$ 7,5 bilhões, ante 38 operações e US$ 33,5 bilhões no primeiro semestre do ano passado – queda de aproximadamente 78%. A Anbima destaca que as captações de renda fixa no primeiro semestre, considerando o mercado doméstico e internacional, tiveram o nível mais baixo desde 2009.
As debêntures concentraram a maior parte das operações, com 75, seguidas pelos CRIs, com 58 emissões, e pelas notas promissórias, com 40. Embora ainda prevaleçam as emissões com esforços restritos, a Anbima ressalta o crescimento da participação das ofertas ICVM 400, que atingiu 23,6%, ante a média de 13%. Esse crescimento se deu devido às captações de debêntures para os projetos de infraestutura. “Nesse sentido, o Programa de Investimento em Logística, anunciado pelo governo no começo de junho, reforçou o papel do mercado de capitais entre as fontes de financiamento dos projetos do Programa, criando uma expectativa favorável, principalmente para as debêntures, para o começo do segundo semestre deste ano, quando está prevista a rodada de concessões públicas”, destaca a Anbima, em nota. Entre as companhias que acessaram o mercado estão a Invepar, com uma emissão com esforços restritos de R$ 370 milhões em notas promissórias, e a Odebrecht Ambiental, que colocou R$ 75 milhões em debêntures, também com esforços restritos.
Já na renda variável, foram duas operações em 2015 (Telefônica Brasil e Par Corretora) que geraram R$ 16,7 bilhões, contra uma em 2014, que movimentou R$ 14,9 bilhões. No exterior foi contabilizada uma operação com giro de US$ 476 milhões, ante uma também no ano passado, mas que levantou US$ 1,1 bilhão. Apenas em junho, foram emitidos R$ 603 milhões na renda variável, com a Par Corretora, e R$ 1,5 bilhão na renda fixa, o que representou o pior mês de junho para a indústria na década.