Captação e investimento em private equity na AL apresentam declín...

05-09-2014  –  12:25:28

 

Empresas de private equity e venture capital levantaram US$ 3,5 bilhões na América Latina no primeiro semestre de 2014, por meio de 23 fundos, segundo dados da Latin American Private Equity and Venture Capital Association (Lavca). Apesar de terem mantido o fôlego para captações, o número representa um pequeno declínio em relação à arrecadação feita nos seis primeiros meses de 2013, que alcançou um volume de US$ 3,8 bilhões em 36 fundos. Ainda assim, a queda não é tão expressiva se forem consideradas as instabilidades macroeconômicas e a subida das taxas de juros da renda fixa, principalmente no Brasil.

Além do declínio na captação, os investimentos também tiveram baixa de 10%, totalizando US$ 2,57 bilhões em 93 transações. Cate Ambrose, presidente e diretora executiva da Lavca, explica que os investimentos bateram um recorde de seis anos em 2013, então é natural que os gestores estejam mais focados em manter o valor de seus portfólios e captar novos recursos em vez de investir. A expectativa da Lavca é que as captações cheguem a US$ 8 bilhões no final de 2014.

Pátria Investimentos, Gávea, Advent e Carlyle estão entre os gestores com maior número de captações e novos fundos. Já entre as transações em destaque do início do ano na região estão o investimentos da KKR na empresa de data center Aceco TI e d compra da Intermédica pela Bain Capital, ambos no Brasil, além de negócios feitos pela General Atlantic, no México, e pela Carlyle, no Peru.

Desinvestimentos

As receitas de desinvestimentos cresceram 7% na primeira metade de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado, com 12 desinvestimentos avaliados em US$ 1,6 bilhão. O destaque está para o Brasil, onde mais da metade das receitas de desinvestimentos foram registradas: mais de US$1 bilhão em oito transações, alta de 9% comparado ao mesmo período de 2013.

Fundos de pensão

Do lado das fundações brasileiras, os resultados são mais otimistas. De acordo com as estatísticas da Abrapp, os investimentos estruturados realizados pelos fundos de pensão deram um salto nos últimos anos, chegando a R$ 20,3 bilhões em março deste ano e representando 3,1% do total do patrimônio das entidades. A Abrapp também divulgou dados da Fundação Getúlio Vargas que indicam que os cinco maiores fundos de pensão brasileiros já trabalham com uma meta de alocação de 7% a 8% de seus recursos em private equity. Até o final do ano passado, o desembolso foi de aproximadamente 2,5%.