12-12-2017 – 17:26:11
Em um ambiente no qual as eleições de 2018 começam a ganhar cada vez mais importância nas análises de mercado, o fundo Verde, gerido por Luis Stuhlberger, tem tentado entender quais são os fatores que a população deve priorizar com seu voto e quem são os candidatos mais próximos de atender tais demandas. “Este trabalho tem nos levado a acreditar que candidaturas associadas com agendas puramente econômicas, e com o perfil político hoje no poder, tendem a ter dificuldade em ser vitoriosas. Tal conclusão nos leva a acreditar que veremos volatilidade importante ao longo do próximo ano”, escrevem os gestores do Verde no relatório referente ao mês de novembro.
Os profissionais da asset ressaltam também que o governo parece tentar construir a narrativa que a passagem da reforma da previdência levaria a uma candidatura presidencial forte vinda de dentro da atual coalizão de poder. “Não nos parece fácil construir tal narrativa”. Por outro lado, prosseguem os especialista do fundo Verde, as duas candidaturas com maior intenção de votos nas pesquisas atuais, seja à esquerda ou direita, não têm endereçado bem as dúvidas sobre que políticas econômicas vão seguir. “Pelo centro o PSDB se mantém em autofagia desde a eclosão do escândalo JBS”, apontam os gestores, que acrescentam ainda que nos últimos três meses as supostas candidaturas potenciais de Doria e Huck já foram infladas, e desinfladas.
Em relação aos fundamentos econômicos, tão importantes quanto o cenário político, ressaltam os gestores, o Brasil continua numa trajetória razoável, com a inflação controlada, fluxos cambiais em equilíbrio, sem perigos latentes de curto prazo para a moeda, e o crescimento em progressão lenta e gradual. “Esse quadro nos parece bom para manter as alocações atuais do fundo, focadas na parte intermediária da curva de juros reais (cuja inclinação embute muito prêmio de risco); no mercado acionário; e também no câmbio, onde recentemente montamos pequena posição vendida no Dólar”.