07-03-2016 – 12:16:49
O Brasil permaneceu na liderança como o maior mercado para investimentos de private equity e venture capital na América Latina, de acordo com pesquisa realizada pela Latin American Private Equity and Venture Capital Association (Lavca). O país representou um pouco menos da metade do capital total investido na região no ano passado, com US$ 3,2 bilhões, e a metade de todos os negócios, totalizando 149 transações.
Ainda assim, houve uma redução de 31% do capital investido em relação a 2014. De acordo com a Lavca, parte dessa queda se deve à desvalorização de 32% do real em relação ao dólar durante o período. “No cenário atual de recessão econômica, desvalorização da moeda e crise política, investidores internacionais seletos estão capitalizando o que é visto como uma oportunidade extraordinária para estabelecer presença no mercado brasileiro a preço de barganha”, diz o relatório.
Resultados gerais – No total, a América Latina realizou 310 transações e investiu US$ 6,5 bilhões em 2015. O destaque da região foi para o México, que viu um recorde de US$ 2,3 bilhões investidos com 88 transações em 2015, um aumento de 80% no número de negócios e 72% no montante investido em relação a 2014.
A Lavca aponta ainda que, nos últimos três anos, negócios de private equity em infraestrutura têm representado quase a metade do montante total investido na região. Em 2015, 31% do capital levantado foi para fundos de private equity latino-americanos investindo em projetos e ativos de infraestrutura. As maiores transações têm sido nos setores de petróleo e gás, logística e distribuição, e energia.
Os fundos de private equity e venture capital com foco na América Latina captaram US$ 7,2 bilhões em 2015, com forte presença de fundos de médio porte. O capital foi arrecadado por meio de 52 fechamentos parciais ou totais de fundos, comparados aos 56 fechamentos em 2014. Em 2015, empresas ativas na América Latina geraram um total de US$ 3 bilhões em recursos por meio de 46 desinvestimentos parciais ou totais. As vendas estratégicas continuaram sendo a rota mais popular de saída para desinvestimentos latino-americanos, com 31 transações dentro desse perfil.
A Lavca realizou a pesquisa junto a mais de 250 gestores ativos na América Latina e no Caribe.