06-11-2014 – 14:41:55
Com a volatilidade que tomou conta da bolsa de valores brasileira no período das eleições, a Funcef optou por uma estratégia defensiva em sua carteira de renda variável, e chegou ao limite mínimo permitido pela política de investimentos em seu plano mais novo, em fase de acumulação de capital. “Dado o cenário eleitoral nos últimos meses, fomos para uma estratégia mais conservadora”, diz Mauricio Marcellini, diretor de investimentos da entidade.
No Novo Plano, de modalidade de contribuição variável (CV), o limite mínimo para alocação em renda variável é de 27%, com a meta em 32%. O plano recebe contribuições mensais da ordem de R$ 130 milhões, sendo que os recursos estavam sendo direcionados para a renda fixa. “Não fizemos resgates na renda variável, mas, por não termos alocado mais, chegamos ao patamar de 27%”.
Com o desfecho da disputa presidencial, a fundação agora volta a olhar para os ativos em bolsa, principalmente pelo atual nível em que ela se encontra, próxima aos 50 mil pontos. Ainda assim, Marcellini alerta que o fim da eleição é apenas um fator de volatilidade a menos, com muitos outros a serem considerados, como qual será a condução da política econômica daqui pra frente e qual será o ritmo de ajuste da política monetária americana.
“Colocando tudo isso no cenário, entendemos que essa precificação da bolsa próxima aos 50 mil pontos é importante para fazer uma alocação”, pontua o diretor da Funcef. “Ficamos um pouco abaixo da meta, e aos poucos, sem mexer muito com o mercado, vamos fazer uma recomposição de nossa alocação”.
Os limites estabelecidos pela política, nota o executivo, acabam fomentando um processo saudável, no qual a fundação tem de ir ao mercado comprar ações quando a bolsa cai para ficar dentro dos parâmetros e involuntariamente aproveitar uma possível janela de entrada. Caso a bolsa suba muito, a entidade realiza parte dos ganhos.