Brasil Plural e Leblon são escolhidos pelo BNDES para fundos de m...

10-10-2014  –  17:17:02

 

A BNDESPar selecionou, por meio de chamada pública, dois gestores para dois fundos de investimento voltados ao segmento de acesso do mercado de capitais brasileiro. A seleção faz parte do programa do BNDES que visa apoiar o mercado de acesso, e prevê investimentos diretos do banco de desenvolvimento de R$ 1 bilhão. 

Os selecionados entre 13 gestores que participaram da chamada pública foram o Brasil Plural e a gestora independente de recursos Leblon Equities. O patrimônio comprometido dos dois fundos, somados, deverá ser de aproximadamente R$ 600 milhões, e a participação da BNDESPar em cada fundo será de até 30%, com um limite de R$ 90 milhões em cada fundo.

De acordo com Fernando Mantese, gerente da párea de capital empreendedor do BNDES, a ideia inicial era a seleção de apenas um gestor para um fundo, mas devido à quantidade e qualidade das propostas, com profundidade e coerência, e a complementaridade dos dois gestores, a diretoria decidiu apoiar dois fundos.

“O Brasil Plural tem um perfil que pode explorar a estrutura e experiência em mercado de capitais e identificar empresas mais maduras. A Leblon Equities tem convergência com esses fatores, mas tem perfil de private equity e ativista nas empresas, podendo participar da gestão das empresas para preparação das mesmas com todos os requisitos e torná-las bem atrativas ao mercado de capitais”, declara Mantese.

A ideia será investir em empresas que faturam entre R$ 50 milhões e R$ 400 milhões. A expectativa é iniciar as operações no segundo semestre de 2015, quando as captações já devem estar fechadas. “Agora passaremos pela análise jurídica e gerencial do que foi proposto pelos vencedores, estruturação do regulamento e captação”, diz Mantese.

Gestores

Em seu projeto, a Leblon Equities planeja um fundo que tenha os setores de varejo, consumo e serviços como alvo dos investimentos, que são setores que a gestora já possui certa experiência dentro de seus fundos de private equity e de investimentos em empresas listadas. “A ideia do fundo é ter de seis a dez empresas pequenas e médias e acreditamos que há uma oportunidade grande de empreendedores e empresas com esse perfil querendo investimentos para crescer”, diz Pedro Rudge, sócio da Leblon Equities.

A gestora vai, a partir de agora, formalizar as intenções de investimento e captar o restante para um fundo que deve totalizar R$ 200 milhões no primeiro fechamento, programado para o primeiro trimestre de 2015. “Temos investidores que indicaram o desejo de investir, entre eles fundos de pensão e fundos de fundos”, diz Rudge. A própria Leblon Equities já entrou com R$ 15 milhões.

Rodolfo Riechert, presidente do Brasil Plural, destaca que a ideia específica é trabalhar a capacidade da empresa se mostrar no mercado. “A vantagem é que existe uma valorização bem importante em entrar antes da oferta pública inicial (IPO) da empresa, pois o investidor dará dinheiro para ela fazer uma aquisição, investir, etc. e quando ela entrar em mercado, será uma empresa de small ou medium-cap, que normalmente tem retornos maiores e menos risco”, explica.

O executivo ressalta que o foco são family offices e investidores institucionais, e que essa é uma boa oportunidade para quem já investe em operações de private equity, sabendo que a o investimento não será tão longo como dos fundos tradicionais. “Não queremos ficar ganhado sobre a taxa, queremos fazer a saída rápida e ter o ganho do IPO, desenvolver o mercado”. O fundo do Brasil Plural deve ter um patrimônio de R$ 300 milhões, sendo um percentual não revelado proveniente do próprio banco.