24-11-2016 – 12:29:03
A BMF&Bovespa anunciou nesta quinta-feira, 24 de novembro, a nova composição da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que vai vigorar de janeiro de 2017 a janeiro de 2018. A nova carteira é composta por 38 ações de 34 companhias. Em comparação com a atual carteira vigente, deixam de participar da nova composição do índice de 2017 a Oi, a Cesp e a Even. A Oi deixou a carteira em junho de 2016, após pedido de recuperação judicial.
A presidente do conselho deliberativo do ISE e diretora de imprensa, sustentabilidade e comunicação da BM&FBovespa, Sonia Favaretto, explica que as respostas do questionário, desenhado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da FGV-EAESP e que tem sete dimensões – ambiental, social, econômico-financeira, governança corporativa, geral, natureza do produto e mudanças climáticas – passam a ter a divulgação obrigatória para o público, sendo que as repostas ficam disponíveis no site da Bolsa.
“Durante quatro anos, induzimos companhias a divulgarem suas. Na última carteira, que está vigente este ano, 33 companhias autorizaram a repostas. Por isso, se tornou um pré-requisito, a partir deste ano, abrir as repostas para participar do ISE. É o único índice que divulga as repostas das suas companhias, e o investidor precisa de informação”, diz Sonia.
Além da saída das empresas, houve a entrada da MRV, que participa pela primeira vez do índice, e da Celesc, que já participou em anos anteriores mas não entrou na lista de 2016, voltando agora para a nova carteira a vigorar no próximo ano. A Tractebel mudou a razão social para Engie e permanece no ISE de 2017.
Avaliação – Outra novidade do índice este ano é a inclusão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no questionário. As perguntas visam avaliar as implicações das práticas empresariais em relação aos ODS; prever indicadores e metas em relação aos ODS e seus resultados esperados; prever recursos compatíveis com seus objetivos e metas; e considerar possibilidades de cooperação para atingimento dos objetivos e metas.
A avaliação das empresas é feita no âmbito quantitativo, com base nas respostas do questionário, e qualitativo, com o envio de documentos comprobatórios de forma amostral. Para o ISE 2017, aumentou de 43% para 59% o percentual de empresa que estão performando acima do centro da amostra.
Performance – Atualmente, o valor de mercado da carteira do ISE é de R$ 1,31 trilhão, sendo que ano passado era de R$ 1,15 trilhão. O índice, criado em 2005, vem apresentando rentabilidade superior ao Ibovespa no acumulado dos 11 anos, com 145,36% contra 94,11% de rentabilidade desde 2005. A volatilidade também é mais baixa, sendo 25,25% contra 28,05% do Ibovespa.
Já em 2016, o Ibovespa está ganhado do ISE em termos de performance, com rentabilidade 42,92% contra 15,84% do ISE. “A performance do Ibovespa é melhor, mas a o ISE é manos volátil, com apenas 21,96% de volatilidade contra 26,52% do Ibovespa. Essa performance anual depende das companhias que estão em cada índice, do setor, do momento macroeconômico” diz Sonia. “No longo prazo, a tendência é que essas diferenças sejam diluídas”, complementa. Em geral, desde 2005, o ISE vem performando melhor que o Ibovespa quase todos os anos.
Investidores – A BMF&Bovespa destaca que cerca de 30 fundos do mercado são baseados no ISE, e quem em sua maioria, os investidores signatários do PRI seguem o índice. “O volume de investimento em empresas do ISE, segundo dados de 2013, era de R$ 33,4 bilhões, o que representa 5% do total de ativos sob gestão no Brasil. Ainda é um percentual pequeno”, diz o coordenador do programa de desempenho e transparência do GVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas), Aron Belinky.
Sonia Favaretto destaca, com tudo, que o ISE trabalha com objetivos estratégicos, e nos objetivos do período de 2016 a 2020, o primeiro item é estudar formas de aumentar a relevância do ISE para investidores. Sonia diz ainda que uma reunião com instituições como Anbima, Abrapp e Apimec discutirá as ações que podem ser desenvolvidas para atingir esse e outros objetivos estratégicos do ISE.
Carteira atual – 2016
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AES Tiete |
BRF |
Copel |
Eletrobras |
Fleury |
Light |
SulAmerica |
|
B2W |
CCR |
CPFL |
Eletropaulo |
Itaúsa |
Natura |
Telefônica |
|
Banco do Brasil |
Cemig |
Duratex |
Embraer |
Itaú Unibanco |
Oi** |
Tim* |
|
Bradesco |
Cesp* |
Ecorodovias |
Even |
Klabin |
Lojas Renner |
Tractebel*** |
|
Braskem |
Cielo |
EDP |
Fibria |
Lojas Americanas |
Santander |
Weg |
*Empresas que não divulgaram as respostas de seu questionário
**Em 21/06/2016, a OI entrou em situação especial, deixando de fazer parte da carteira do ISE em 22/06/2016
***Tractebel altera razão social para Engie em 21/07/2016.
Nova Carteira – 2017
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AES Tiete |
BRF |
Copel |
Eletrobras |
Fleury |
Lojas Renner |
SulAmerica |
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B2W |
CCR |
CPFL |
Eletropaulo |
Itaúsa |
Light |
Telefônica |
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Banco do Brasil |
Celesc |
Duratex |
Embraer |
Itaú Unibanco |
MRV |
Tim |
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Bradesco |
Cemig |
Ecorodovias |
Engie* |
Klabin |
Natura |
Weg |
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Braskem |
Cielo |
EDP |
Fibria |
Lojas Americanas |
Santander |
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*Tractebel altera razão social para Engie em 21/07/2016.
Fonte: BMF&Bovespa