BlackRock avalia lançar novos fundos com exposição internacional ...

23-05-2016 – 16:49:33

 

A BlackRock avalia lançar no mercado brasileiro novos fundos que permitam aos investidores locais ter no portfólio uma exposição à outros países. “Estamos olhando oportunidades para trazer outras classes de ativos, ou na mesma classe de ativo que já oferecemos (ações), mas com diferentes geografias ou estilos de gestão, que complementem nossa plataforma atual no país”, afirma Rodrigo Araújo, diretor de vendas da BlackRock no Brasil. Atualmente a gestora oferece dois produtos que permitem ao investidor ter posições no mercado internacional, por meio de um ETF do S&P 500, e do feeder que tem em parceria com a BB DTVM com ações globais.

“Queremos complementar essa grade para dar mais acesso ao investidor, tanto em produtos para serem utilizados como estratégia ‘core’ (principal), como para fazer parte de uma estratégia satélite (complementar)”, diz Araújo. Fundos de gestão ativa, como o feeder com a BB DTVM, explica o especialista, costumam ser mais utilizados como a principal estratégia dentro do investimento no exterior, enquanto fundos passivos, como os ETFs, são mais utilizados de maneira complementar. “Nossa estratégia é de sempre trazer produtos que façam sentido ao investidor local no que diz respeito à diversificação por classe de ativo e geografia”, acrescenta o executivo, há cinco anos na BlackRock, e desde janeiro responsável pela área comercial da gestora.

A tendência no momento, até por toda a conjuntura doméstica e internacional, aponta o profissional, é que os novos produtos também tenham como foco o mercado global de renda variável. “Temos observado os investidores à procura de opções mais voltadas à renda variável. Mas acreditamos que no médio e longo prazo eles também terão interesse por outras classes de ativo como instrumento para alocação internacional”.

Ainda que reconheça que a BlackRock tem estudado trazer novos produtos, Araújo prefere não estipular um prazo de quando novos lançamentos podem acontencer. Outra possível mudança que também pode ocorrer entre os fundos da gestora, diz o diretor, é uma redução do ticket mínimo de entrada nos veículos por conta da Instrução 555 da CVM. “A instrução permite uma mudança no regulamento para dar acesso ao investidor final, e estamos avaliado internamente”, comenta.