23-01-2014 15:49:03
O Banco do Brasil pretende criar uma área segregada para cuidar do negócio de administração fiduciária e, para isso, está procurando um parceiro que pode ser tanto uma grande instituição global quanto um banco brasileiro de médio porte. “Pode ser um grande player global ou um banco intermediário do mercado doméstico”, revela o diretor-presidente da BB DTVM, Carlos Massaru Takahashi. O executivo ressalta que o modelo ainda está em fase final de estudos e que não descarta a criação da nova área de forma orgânica. “Também podemos fazer internamente, mas a realização de uma parceria é uma opção interessante para viabilizar o negócio”, diz Takahashi.
Atualmente, o Banco do Brasil é líder do segmento de administração fiduciária, com R$ 487,28 bilhões de recursos, seguido pelo Itaú, com R$ 398,35 bilhões, e pelo Bradesco, com R$ 292,82 bilhões, segundo dados da Anbima referentes a novembro de 2013. Apesar da liderança do ranking, o BB ainda não oferece o serviço para terceiros. Dentro do grupo do Banco do Brasil, a função de administração fiduciária é realizada pela BB DTVM, mas isso deve mudar ainda em 2014. “Já segregamos a custódia e a controladoria, que está a cargo do conglomerado desde setembro do ano passado. Agora pretendemos fazer o mesmo com a administração fiduciária com a criação de uma área nova”, diz o diretor-presidente da BB DTVM.
O executivo acredita que há oportunidade de entrada de novos players nesse mercado. “No ano passado o mercado enfrentou problemas, visíveis a todos, que nos levaram a refletir. Acreditamos que há espaço para um player como o Banco do Brasil, que já nascerá como líder de mercado e poderá disputar espaço na prestação de serviços para terceiros”, diz Takahashi.
(Leia mais na edição 256 de fevereiro de Investidor Institucional – Especial sobre custódia, controladoria e administração)