22-11-2017 – 15:49:25
Após críticas e reuniões com agentes do mercado, a B3 vai promover uma série de alterações na metodologia utilizada para calcular seu benchmark referente às ações pagadoras de dividendos, o Idiv, no próximo rebalanceamento do índice a ser promovido em janeiro. Antes a B3 considerava dentre todas as empresas listadas na bolsa o grupo das 25% com maior dividend yield, que é a relação entre o pagamento dos dividendos pelo preço da ação da companhia. Agora esse percentual a ser considerado vai subir para 33%.
Após a elegibilidade das ações que compõem esse grupo das 25%, para calcular o peso de cada ativo dentro do benchmark a B3 adotava como critério o free float das empresas, que são as ações em circulação no mercado. No próximo rebalanceamento o free float não será mais considerado para definir o peso da ação no índice, e sim o próprio dividend yield.
Outra mudança que será introduzida no novo Idiv será o peso máximo que uma empresa com duas classes de ações (ordinárias e preferenciais) poderá ter no referencial. Antes a empresa podia alcançar participação de até 20% (10% em cada ação), e agora esse teto passou para 10%. No caso da empresa com apenas uma classe de ação o limite de 10% segue valendo.
O período a ser considerado do dividend yield pago pelas empresas também será alterado no rebalanceamento de janeiro. Antes o benchmark considerava os últimos 24 meses, e agora serão considerados os últimos 36 meses, mas em três médias móveis de 12 meses, e desse resultado será calculada a mediana para excluir os dados discrepantes.
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