Aumenta orientação para corte de custos entre CFOs brasileiros, m...

23-10-2015  –  13:24:30

 

Uma pesquisa global realizada pela Accenture com 617 executivos financeiros das principais economias mundiais já mostrava no final de 2014 uma orientação maior dos profissionais brasileiros com os cortes de custos em comparação com a média geral. Enquanto a média da pesquisa apontava 16% dos CFOs globais com a orientação de reduzir os custos nas empresas para os próximos dois anos, com os brasileiros, a enquete mostrava que 20% tinham assinalado este item. A pesquisa teve 108 respostas de executivos latinoamericanos, dos quais, 41 brasileiros – 6,6% do total.

Em sondagem realizada no mês de abril, em evento da Accenture Strategy no Brasil, a orientação com os cortes de custos e controle de caixa foi assinalada por 61,5% dos presentes em resposta à pergunta de como o cenário brasileiro de 2015 está afetando a agenda da empresa. Outros 15,4% disseram que não houve mudança na agenda em função do cenário deste ano enquanto 23,1% marcaram a opção para “aproveitar oportunidades de crescimento e aquisições”.

“Se no final do ano passado já percebíamos uma preocupação maior dos brasileiros com a necessidade de cortar custos, essa orientação agora aumentou muito mais em virtude do cenário de alta volatilidade doméstica e mundial”, explica Augusto Korps, diretor executivo da Accenture Strategy para América Latina.

Outro dado relevante da sondagem de abril, é que 66,7% dos executivos assinalaram um maior impacto dos fatores de regulamentação e de volatilidade da economia brasileira em 2015 sobre os negócios da empresa. Outros 25% marcaram um impacto igual ao ano anterior, enquanto apenas 8,3% marcaram a opção de impacto menor.

“Os executivos estão muito mais preocupados com o aumento da volatilidade em diversos mercados, como o de câmbio, commodities e juros. E a volatilidade não está apenas no Brasil, está no mundo todo, impulsionada pelos programas de QEs [Quantitative Easings] dos bancos centrais americano, europeu e japonês”, diz Korps. Ele explica que a alta volatilidade mundial é agravada no mercado doméstico devido à crise política, o que está pressionando as empresas para ampliar os cortes de custos e reduzir investimentos que visam o crescimento.