22-11-2013 – 19:19:25
A Allianz Global Investors, que tem atualmente 314 bilhões de Euros sob gestão, acaba de fechar uma parceria com a Votorantim Asset Management (VAM) para iniciar a distribuição de seus fundos e serviços no mercado brasileiro. As duas assets fecharam um acordo de exclusividade mútua para o segmento de investidores institucionais. Para os clientes de previdência fechada e aberta, a Votorantim será a única empresa a oferecer os produtos da Allianz Global no Brasil. Por outro lado, a asset brasileira não terá outros acordos similares com outros gestores do mercado externo. Para os demais clientes, como family offices e private, o acordo não prevê a exclusividade.
“O Brasil é um mercado importante no atual contexto global. Faz tempo que planejávamos atuar no mercado brasileiro e agora foi possível concretizar o projeto a partir da parceira com a Votorantim”, diz a gerente da Allianz Global Investors, Sabine Bettzuche, responsável pela área de serviços a clientes da América Latina e Caribe. A executiva está no Brasil desde a última segunda-feira, 18 de novembro. Nesta semana, finalizou os detalhes do acordo com a VAM e já começou a apresentar os fundos e soluções para os fundos de pensão e consultores brasileiros.
Inicialmente, as duas assets estão apresentando três fundos de investimentos da Allianz para as fundações. Um deles é o Concentra, um dos mais antigos da asset, que aloca prioritariamente em ações de empresas alemãs. O fundo existe desde 1956 e tem patrimônio líquido de 2,25 bilhões de Euros. O outro fundo é o Europe Equity Growth, que existe desde 1997, e tem foco na seleção de ações com valor depreciado em relação ao potencial de crescimento das empresas. O terceiro é o Global Sustainability, que existe desde 1999, e tem foco em ações de empresas com boas práticas de sustentabilidade.
“Estamos começando com as três opções, mas a grade da Allianz tem centenas de fundos de diversas características e mercados”, diz o diretor geral da Votorantim Asset Management, Robert Van Dijk. A asset planeja constituir um fundo local, tipo feeder, para captar recursos dos clientes institucionais a partir de meados de 2014. Por sua vez, o feeder vai alocar as aplicações no fundos da Allianz. “Vamos aproveitar o movimento das fundações que estão começando a alocar recursos no mercado internacional”, diz Van Dijk. Ele acredita que as fundações devem preferir os fundos de renda variável no exterior em uma primeira etapa, e mais adiante devem começar a diversificar para outras opções como private equity e hedge funds.
O grupo Allianz, que controla a maior seguradora da Europa, mantém uma operação antiga no Brasil, desde 1904, mas que estava concentrada no ramo segurador. Já no ano passado, uma outra empresa de asset controlada pelo grupo, a Pimco, instalou uma operação própria, com abertura de um escritório no Rio de Janeiro. Agora é a vez da Allianz Global Investors, que é a outra marca do grupo que atua no setor de gestão de recursos. Juntas a Pimco e a Allianz Global Investors tinham US$ 2,44 trilhões de recursos sob gestão em dezembro de 2012, segundo dados da consultoria Towers Watson. Na época, o grupo ocupava a segunda posição no ranking global de assets, atrás apenas da gigante BlackRock.