Alocação de recursos no Brasil é a preferida na região da América...

 20-01-2017 – 13:23:24

 

Após ter mantido em 2016 uma recomendação underweight (abaixo da média do mercado) para o mercado de capitais brasileiro, o Itaú BBA espera que em 2017 o Brasil e a Argentina sejam os protagonistas da recuperação na região da América Latina. “As economias serão beneficiadas por reformas fiscais, flexibilização da taxa de juros e recuperação das commodities, enquanto que o aumento do juro americano promoverá nova rodada de desvalorização nas moedas latinas”, afirma Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, em comunicado. Diante do previsto, a recomendação do banco é favorável à alocação de recursos no Brasil, com uma “certa exposição à Argentina”, apesar de o país vizinho estar fora do índice MSCI. Peru e Panamá também receberam sugestão de alocação overweight, considerando a visão positiva em dois ativos específicos: Credicorp e Copa Airlines, respectivamente. Já a indicação para Chile, México e Colômbia é underweight para 2017. No ano passado, a alocação overweight era direcionada ao México e Chile, e underweight para Brasil, Colômbia e Peru.

O portfólio sugerido pelo Itaú BBA para Brasil continua defensivo, com preferência por companhias com forte geração de caixa e sólido histórico de equilíbrio entre risco e retorno. O banco cita como setores com essas características consumo, telecom e prestadoras de serviços públicos (utilities). Para capturar a melhora dos fundamentos econômicos, são sugeridos segmentos como financeiro, industrial, commodities e energia. As informações são da sexta edição do Itaú BBA LatAm Big Book, que traz as perspectivas e as tendências para investimentos na América Latina e apresenta análises macroeconômicas e estratégias de mercado. O documento contempla a cobertura de 70% das empresas presentes no MSCI LatAm e de 90% no Ibovespa, excluindo Itaú Unibanco. O documento engloba um total de 179 companhias abertas da América Latina, sendo 108 empresas do Brasil, 35 do México, 16 do Chile, 9 da Colômbia, seis da Argentina, quatro do Peru e uma do Panamá.

O banco diz também que o cenário externo ainda desafiador, aliado à volatilidade decorrente da política em países-chave exigirá maior flexibilidade dos investidores com portfólios alocados nos mercados de capitais da América Latina. Porém, na visão da instituição boas oportunidades de investimento nos diversos setores e segmentos da região poderão ser encontradas. “Flexibilidade será a palavra de ordem aos investidores em 2017, porque, assim como no ano passado em que vimos importantes alterações nos perfis de risco dos países, o ambiente político-econômico demandará diversos ajustes nas carteiras de ações ao longo dos meses”, afirma Gregorio Tomassi, estrategista para América Latina do Itaú BBA.