Aliansce vende shoppings para CPPIB no Brasil e olha para aquisiç...

10-02-2015  –  16:09:02

 

Depois de inaugurar 14 shoppings entre 2006 e 2013, a Aliansce agora está mirando oportunidades de aquisições de empreendimentos já em funcionamento. Proprietária de 19 shoppings e administradora de 13 empreendimentos de terceiros, a Aliansce está mudando de estratégia, ao deixar de lado a realização de novos projetos para focar no crescimento inorgânico. “Neste momento, estamos buscando oportunidades em aquisições. Vemos que há bons ativos no mercado com preços baixos”, diz Eduardo Prado, superintendente de relações com investidores da Aliansce.

O executivo explica que a situação de fraco crescimento da economia brasileira acaba criando um ambiente mais desafiador que deve acelerar o processo de consolidação do mercado. “Estamos focando em shoppings que precisam passar por projetos de expansão ou revitalização”, diz Prado. Ele acredita que o mercado brasileiro deve intensificar a concentração dos empreendimentos nas principais operadoras de shoppings como o que tem ocorrido em mercados mais maduros.

Para as novas aquisições, a Aliansce tem conversado com os parceiros que detêm participação acionária relevante na empresa, principalmente com o CPPIB (fundo de pensão do Canadá) e o GIC (fundo soberano de Singapura). Com o CPPIB, existe a possibilidade que se realize as aquisições em sistema de coinvestimento. Parceiro estratégico da Aliansce desde 2011, o fundo de pensão do Canadá possui atualmente uma participação de cerca de 37% do capital da empresa – que tem o capital aberto na bolsa desde 2010. Já o GIC tem participação no capital da empresa desde 2010, atualmente com 6% do capital.

Além da participação no capital, no ano passado, o CPPIB adquiriu participações em dois shoppings da Aliansce. A mais recente ocorreu no Shopping da Bahia, em Salvador (antigo Iguatemi), em dezembro do ano passado. Antes disso, no mês de julho de 2014, o CPPIB e o GIC tinham adquirido uma participação no Santana Parque Shopping, em São Paulo, por R$ 48,3 milhões – valor que poderá chegar a R$ 53,3 milhões, dependendo da performance do shopping nos doze meses seguintes à operação.