Administradora abre leilão de imóveis e prepara venda da carteira...

29-04-2016 – 11:26:43

 

A administradora judicial da massa falida do Banco BVA, a Alvarez e Marsal Brasil, confirmou a abertura do leilão de imóveis de propriedade do Banco BVA para a próxima segunda-feira, 2 de maio. Serão colocados em leilão 55 imóveis avaliados em R$ 258 milhões entre os dias 2 e 4 de maio pelo portal Superbid Judicial. Os imóveis que não forem vendidos neste prazo (primeira praça), serão oferecidos em uma segunda rodada (segunda praça) até o dia 24 de maio. Além dos imóveis, a administradora está realizando também o leilão de móveis do banco, cujo valor estimado soma R$ 2 milhões.

Os valores arrecadados com a venda dos imóveis serão destinados para o pagamento dos credores do Banco BVA. Entre os credores figuram fundos de pensão como o Postalis e a Petros, fundos de investimentos como o Ipiranda e Hungria; e institutos de previdência de estados e municípios. Os fundos figuram como investidores quirografários (sem garantias) de papeis do Banco BVA, liquidado pelo Banco Central em 2012. A maior parte dos papeis são CCBs (total de 480 Certificados de Crédito Bancário) da instituição, além de menor quantidade de contratos de câmbio e recebíveis.

Carteira de crédito – Além dos imóveis, a administradora espera arrecadar com a venda da carteira de crédito do BVA. A carteira já está disponível para processo de data room no qual os gestores interessados podem consultar informações e demonstrar interesse em participar do negócio. “Até o momento assinamos acordo de interesse com sete instituições que pretendem participar da compra da carteira do Banco BVA”, diz Eduardo Seixas, sócio da Alvarez e Marsal Brasil.

O valor estimado para a carteira de crédito é de R$ 263 milhões, o que equivale a cerca de 9% do valor de face dos contratos de crédito. O Banco BVA atuava na concessão de crédito para o segmento de médias empresas.

Expectativa – A administradora espera arrecadar cerca de R$ 400 milhões com os leilões e a venda da carteira de crédito do banco. Se atingir o objetivo, pretende devolver entre 12% a 13% dos valores devidos aos credores.

O total da dívida do BVA é de R$ 4,5 bilhões, dos quais cerca de R$ 3 bilhões são devidos aos investidores. Através de um acordo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a administradora da massa falida espera devolver os investimentos totais para cerca de 3 mil investidores que detêm as menores alocações em ativos da instituição. “Pretendemos devolver entre R$ 130 mil e R$ 150 mil para cerca de 3 mil investidores de um total de 3,8 mil”, diz Seixas.

Outros 800 investidores, entre os quais figuram fundos de pensão e fundos de investimentos, devem receber apenas 12% ou 13% do total mais o pagamento do FGC. Uma condição para receber do FGC é desistir das ações na Justiça contra o fundo. Uma parte dos investidores entrou na Justiça para exigir o pagamento de R$ 250 mil pelo FGC.