
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24/8) pelo Banco Central manteve a projeção para a inflação de 2026 em 5,02% pela segunda semana consecutiva, ainda 0,72 ponto percentual acima do teto da meta, de 4,30%. Para 2027, horizonte que ganha relevância crescente para as decisões de política monetária, a estimativa subiu pela segunda semana seguida, de 4,24% para 4,25% (ver quadro abaixo).
O Focus é elaborado a partir de pesquisa realizada semanalmente pela autoridade monetária com instituições do mercado financeiro, incluindo bancos, gestoras de recursos, consultorias, associações de classe e fundos de pensão. O levantamento reúne as medianas das projeções para quatro variáveis: IPCA, PIB, câmbio e Selic.
Para 2028 e 2029, as previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceram estáveis em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 recuou de 1,98% para 1,95%. A projeção para 2027 permaneceu em 1,50%, enquanto a estimativa para 2028 subiu de 1,89% para 1,98%. Para 2029, a previsão foi mantida em 2%.
A projeção para o dólar permaneceu em R$ 5,20 no encerramento de 2026, pela décima semana consecutiva. Para 2027, aumentou pela segunda semana seguida, de R$ 5,29 para R$ 5,30. As estimativas para 2028 e 2029 ficaram estáveis em R$ 5,30 e R$ 5,36, respectivamente.
As projeções para a Selic permaneceram estáveis em todas as janelas. O mercado manteve a estimativa de 13,75% ao ano no encerramento de 2026, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.
