Focus eleva IPCA de 2026 pela quarta semana seguida, para 5,22%

O Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (13/10) pelo Banco Central elevou fortemente a projeção para a inflação de 2026, de 5,01% para 5,22%. A alta de 0,21 ponto percentual, a quarta consecutiva, distanciou o índice ainda mais em relação ao teto da meta de inflação. Para 2027, horizonte relevante para as decisões de política monetária, a previsão para o IPCA permaneceu em 4,30%, abaixo do teto da meta mas ainda distante do centro (ver quadro).

O Focus é elaborado a partir de pesquisa realizada semanalmente pela autoridade monetária com instituições do mercado financeiro, incluindo bancos, gestoras de recursos, consultorias, associações de classe e fundos de pensão. O levantamento reúne as medianas das projeções para quatro variáveis: IPCA, PIB, câmbio e Selic.

Com a elevação desta semana, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 acumula alta de 0,32 ponto percentual nas últimas quatro semanas, passando de 4,90% para 5,22%. Para 2027 permaneceu em 4,30%, enquanto para 2028 e 2029 a estimativa caiu de 3,80% para 3,79% e de 3,51% para 3,50%, respectivamente.

As expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) ficaram estáveis em 1,85% para 2026 e em 1,40% para 2027. Para 2028, a previsão de crescimento aumentou de 1,81% para 1,83%, enquanto a estimativa para 2029 permaneceu em 2%.

As projeções para o dólar caíram de R$ 5,20 para R$ 5,15 no encerramento de 2026 e de R$ 5,28 para R$ 5,26 em 2027. A estimativa para 2028 permaneceu em R$ 5,30, enquanto a de 2029 recuou pela terceira semana consecutiva, de R$ 5,33 para R$ 5,30.

Já a Selic de 2026 cai de 13,50% para 13,25% ao ano, em aparente contração com a elevação do IPCA no período. Nas demais janelas as projeções para a Selic permaneceram estáveis. O mercado manteve as estimativas de 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.