Como ir e onde ficar | Pesquisa revela quais as companhias aéreas...

Edição 197

O que é mais importante para um executivo na hora de escolher um hotel e uma companhia aérea em uma viagem de negócios? Serviços, rapidez, eficiência ou luxo? Procurando responder a essa pergunta, a Investidor Institucional realizou uma pesquisa, em que foram selecionados os hotéis de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e as companhias aéreas preferidas dos executivos de fundos de pensão e assets management em uma viagem de negócios. O voto de cada instituição foi dado levando em conta a melhor relação entre custo e benefício das empresas.
Para Ivana Rebouças, gerente de vendas do Bonaparte Bluepoint, um dos escolhidos da capital federal, todos os estabelecimentos cinco estrelas são mais ou menos iguais na base, sendo que o diferencial acaba sendo o serviço oferecido.“Esse público é muito exigente, não é porque vem só a trabalho que qualquer lugar está bom. Tem que haver um atendimento quase que personalizado, desde o check-in até o check-out”, afirma.
Todas as suítes do hotel possuem ante-sala, banheira, duas varandas e sala com área de trabalho. No Bonaparte Bluepoint, o cliente corporativo representa quase 90% do total de fregueses. “A cidade gira em torno do turismo de negócios, sendo um pouco fraca no de lazer. Não costumam vir muitas pessoas para conhecer a arquitetura de Brasília”, explica Ivana. Os executivos costumam ficar, em média, por duas diárias, e todos os meses do ano são movimentados, com exceção dos períodos de férias escolares, quando a procura diminui um pouco. Os outros selecionados na capital foram o Brasília Alvorada Towers e o Metropolitan Flat. Já em São Paulo, os vencedores na opinião dos assinantes foram o Blue Tree Towers que fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, o Renaissance do bairro dos Jardins e o Meliá da Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini.
No Caesar Park de Ipanema, preferido dos executivos no Rio de Janeiro, junto com o Copacabana Palace e o Pestana Rio Atlântica, quatro andares são dedicados a esse tipo de cliente. Neles, funciona o Caesar Club, que oferece nos seus 30 apartamentos serviços diferenciados como mordomos, check-in e check-out privativos e business center e sala de reuniões privadas. Luiz Carlos Fogaça, gerente de vendas do hotel, faz coro às declarações de Ivana. “Esse tipo de cliente dá mais importância para o serviço, de maneira geral, do que para o luxo. Tem que ter rapidez e eficiência no atendimento.” No Caesar Park de Ipanema, em torno de 75% do público é corporativo, e assim como no Bonaparte, a procura é grande durante quase o ano inteiro.

Companhias aéreas – Entre as companhias aéreas, as vencedoras foram Tam, Varig e Gol. Esta última, para atrair a clientela corporativa, que hoje responde por 60% dos passageiros da empresa, implementou diversas iniciativas, incluindo uma nova malha aérea integrada após a compra da Varig, com mais opções de vôos, horários e conexões, inclusive nos mercados preponderantemente corporativos. De acordo com Tarcísio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços da Gol, na ponte aérea entre São Paulo (Congonhas) e Rio de Janeiro (Santos Dumont), por exemplo, os vôos partem agora com intervalos médios de 30 minutos. “Em novembro, também lançaremos a Ponte Aérea ‘Bistrô da Ponte’, que incluirá diversas opções de lanches, refeições quentes típicas, variando de acordo com o horário dos vôos, em seu serviço de bordo”, conta.
Apesar de continuar operando na plataforma de baixo custo, a Gol iniciou uma reestruturação, ampliando seu portfólio de produtos e serviços, com o objetivo de fidelizar uma maior variedade de pessoas. “Para atender aos clientes de maneira democrática – aqueles que gostam de atendimento mais personalizado e aqueles que são mais sensíveis a preço – optamos pela estratégia de agregar serviços à nossa plataforma de baixo custo, mantendo a gestão já característica da empresa”, diz Gargioni. Além da já mencionada integração da malha aérea, o programa Smiles, criado na Varig, e que possibilita o acúmulo de milhas e acesso a salas VIP em aeroportos, agora foi estendido aos clientes das duas companhias. Segundo o vice-presidente, outro ponto importante da reestruturação é que a venda de passagens pela internet passou a ser feita em um único website. “Em breve, no site da Gol, clientes e agentes de viagens vão encontrar todas as opções de vôos, horários e tarifas, o que facilitará muito a escolha”, completa.