Uma correção adequada

Edição 300

Esta edição de Investidor Institucional traz reportagem especial sobre o mercado de investimentos no exterior, com novas regras que foram editadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no final de janeiro, desfazendo alguns equívocos que foram introduzidos com a legislação de novembro passado. A reação dos gestores e também dos fundos de pensão às novas regras foi muito positiva, mostrando o amadurecimento das fundações locais para aplicações no exterior. Muitas estão ampliando limites para essa classe de investimentos, outras estão abrindo processos de consulta junto a assets, algumas estão ouvindo suas consultorias e ainda há aquelas que estão buscando convencer seus Conselhos dos benefícios da diversificação no exterior. Parado, porém, ninguém está, principalmente porque as taxas de juros no patamar atual já não pagam a meta atuarial de ninguém, como no passado.
Além dessa reportagem sobre investimentos no exterior, essa edição também traz matéria mostrando que as fundações de porte médio com aplicações em fundos que compravam Petrobras estão seguindo o exemplo das grandes e aderindo ao processo coletivo ajuizado na Câmara de Arbitragem da B3, pedindo ressarcimento em decorrência de informações enganosas divulgadas pela empresa. Além de seguirem o exemplo das maiores, que já tinham aderido, elas foram incentivadas pela concordância da Petrobras em indenizar em US$ 2,95 bilhões os investidores estrangeiros que abriram processo contra ela em Nova York. Se pode pagar aos investidores americanos, pode pagar também aos brasileiros.
Também nesta edição falamos de um assunto que está na boca de todos, que são as criptomoedas. Elas valorizaram mais de 1500% no ano passado, mas já entregaram grande parte dessa valorização só neste janeiro último, dando força aos argumentos daqueles que a apontam como simples “bolhas” ou, pior que isso, como “lavanderias de dinheiro sujo”. Mas, inegavelmente, elas têm seus seguidores que continuam acreditando e investindo.