Os vários tipos de FIPs

Edição 295

Investidor Institucional de agosto traz como especial do mês o ranking Top Asset, com o perfil de gestão de 151 assets e um volume total sob gestão de R$ 3,75 trilhões na posição de 30 de junho deste ano. O volume deste levantamento, realizado a partir de consulta direta desta editora junto aos gestores de recursos, é 6,07% superior ao levantamento feito seis meses atrás e 17,25% superior a um ano atrás. Contribuíram para a alta, além de novos recursos direcionados pelos investidores às casas de gestão, também a boa rentabilidade dos ativos de investimento no período, principalmente a renda fixa que se beneficiou das elevadas taxas de juros para títulos de longo prazo pagas pelo Tesouro antes que a Selic começasse a declinar.
Em relação à posição dos principais gestores, esta edição do Top Asset não traz nenhuma surpresa. BB DTVM continua em primeiro lugar, Itaú vem em segundo e Bradesco Asset em terceiro. Caixa e Santander, ambos bem distantes entre si assim como dos três primeiros colocados, ocupam, respectivamente, a quarta e a quinta posição.
Além do ranking Top Asset, esta edição traz uma entrevista com Álvaro Gonçalves, ex-presidente da Abvcap, a entidade que representa os fundos de private equity e venture capital. Nela, ele defende essa classe de investimentos e resolve colocar os pingos nos is para mostrar que os investimentos denunciados pela Polícia Federal na operação Greenfield não são, de fato, fundos de private equity. Segundo ele, são fundos que possuem características até bem estranhas aos conceitos do mundo de private equity.
“Num private equity de verdade você coloca no máximo 20% num único ativo. A maior parte dos investimentos denunciados pela Greenfield são projetos que claramente tinham um direcionamento para uma empresa única ou uma carteira tão concentrada que não se justificaria num mundo de private equity”, diz Gonçalves (veja na pág. 10)